TABUADA. Aprígio diz que roçou território de Taboão 47 vezes e ‘não sabe contar’

Especial para o VERBO ONLINE

Aprígio vê laje; no fim de semana com a UPA no auge do colapso na pandemia, gestão destaca 100 dias com ações surreais e empolgação em números |Divulgação

ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra

No fim de semana em que atingiu o ápice do colapso na saúde desde o início da pandemia, com sete mortes de pacientes com covid-19 na UPA AKira Tada sem UTI e em meio ao caso do desvio de vacinas, o governo Aprígio (Podemos) começou a destacar os 100 dias de gestão, completados em 10 de abril, com a divulgação de vídeos nas redes sociais com dados questionáveis, inverídicos, surreais e até incompletos ou errados, em trabalho amador.

Com balanço por área, a publicidade sobre a manutenção de Taboão, da pasta de Eduardo Nóbrega, fez saltar os olhos de moradores. O apresentador diz no vídeo que “a nova gestão já realizou serviço de roçagem em 963 mil, 415 metros quadrados da cidade, o equivalente a 117 campos de futebol”. Ou seja, 963 km². Como Taboão tem 20,4 km², o governo Aprígio diz que em 100 dias roçou o território da cidade 47 vezes – “é verdade esse bilhete?”

A “empolgação” não parou por aí. Ao falar da “manutenção bairro a bairro” com o chavão “a prefeitura mais perto de você”, o governo Aprígio diz que “as equipes conversam com os moradores e conscientizam a população sobre a importância de manter os espaços limpos”, mas demonstrou ser apenas discurso ao exibir a imagem de um funcionário aparando mato por mais de 10 segundos, e nenhuma abordagem da prefeitura aos munícipes.

O taboanense não perdeu por esperar ao ler até aqui, a julgar pela sequência “primorosa” proporcionada pelo governo Aprígio. Não perca a conta. O apresentador diz: “Seis bairros já foram contemplados com as ações. São eles: Sítio das Madres, Jardim Record, Parque Marabá, São Judas e Guaciara”. E o sexto bairro? Das duas, uma: a Secretaria de Comunicação não teve o cuidado de fazer o básico, revisar, ou foi pura “marquetagem” nociva.

O VERBO questionou o secretário Arnoldo Landiva (Comunicação) sobre o “exagero métrico” (“como se chegou a 963.415 m² e 117 campos de futebol?”) e que função teve na produção do vídeo. Ele não respondeu. Um jornalista da cidade comentou sobre Landiva, publicitário. “Não tem compromisso com a verdade, com a notícia. É vendedor de ilusões”, disse. Sobre a alegada área roçada, outro jornalista local arrematou: “Isso se Taboão fosse só mato”.

VEJA VÍDEO (TRECHOS) COM INFORMAÇÕES QUESTIONÁVEIS E EQUIVOCADAS DA GESTÃO APRÍGIO

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> PANORAMA, coluna sobre os bastidores da notícia, é publicada às segundas, quartas e sextas-feiras

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