EMI em terreno baldio divide espaço com lixo e esgoto a céu aberto em Taboão

Especial para o VERBO ONLINE

RÔMULO FERREIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra

A EMI Pica-Pau, no Jardim Clementino, em Taboão da Serra, é uma escola infantil, mas o ambiente que a cerca não é nada lúdico, pelo contrário, fica em um terreno baldio cercado por mato, lixo, entulho e ao lado de esgoto a céu aberto. A unidade localizada atrás do Centro Cultural Pirajussara é de difícil acesso, feito através de rua de terra e praticamente deserta, não fosse a movimentação de pais e vans escolares que levam e buscam as crianças entre dois e três anos.

EMI Pica-Pau em espaço precário e local tomado por lixo, com esgoto a céu aberto e acesso por rua de terra

Professores, pais e alunos convivem diariamente com o cenário de abandono e não digno principalmente às crianças ao redor da EMI, que gera reclamações que vão desde a rua não asfaltada à falta de segurança, com vários pontos de risco à vida. “Quando não chove é muita poeira, quando chove é muita lama”, disse uma mãe de aluno. “É perigoso algum marginal se esconder nesse matagal ao lado da escola”, teme a mãe, que pediu para não ser identificada.

“Em dias de chuva é terrível, a escola fica cercada por lama e os veículos têm dificuldade em passar”, disse outra mãe, sobre cenário de “terra arrasada”. “Meu carro já atolou aqui, precisei da solidariedade de amigos para improvisarmos um guincho”, completou. Professoras da Pica Pau também se queixam da “insalubridade do terreno baldio” onde fica a unidade, com “mau cheiro insuportável de um esgoto a céu aberto”, e sentem medo de percorrer o caminho inseguro.

Neste ano, a prefeitura inaugurou três escolas infantis: EMI Jurema, no Parque Pinheiros, EMI Cuca, no Jardim Irapuã, e há um mês a EMI Aninha, no Jardim Record. Na inauguração em 25 de julho, além de ressaltar o investimento na educação para atender as crianças, o prefeito Fernando Fernandes (PSDB) falou de intervenções importantes que a gestão realizava na saúde e em pavimentação e esgoto, mas as ações passaram longe da escola infantil no Clementino.

“São terríveis e lamentáveis as condições de trabalho e acesso a esta EMI. Quase inacreditável que em meio a tantas alardeadas inaugurações, haja uma funcionando tão precariamente. Imaginava, e pudemos constatar entre as mães, a insegurança de fazer diariamente aquele caminho. O que nos surpreendeu foi a completa insalubridade do terreno baldio, com mau cheiro insuportável de um esgoto a céu aberto”, disse uma professora, que não quis se identificar.

O VERBO procurou o governo Fernando Fernandes, que não respondeu sobre os problemas relacionados à escola.

Dejetos ao lado da EMI no Clementino e acesso de terra, com entulho e inseguro a alunos, pais e educadores

comentários

  • Não se dão o trabalho nem de responder! Esse é o respeito com quem (infelizmente) os elegeu . Um absurdo! Se tratam assim as crianças, imagina o ´resto´ da população. E as crianças que saem às 19 hs??? Que perigo!!!

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