Da Redação do VERBO ONLINE
O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, anunciou em Embu das Artes, na segunda-feira, dia 25, no Centro Cultural Mestre Assis (centro), que a rodovia Régis Bittencourt receberá obras para melhorar o tráfego de veículos, dar mais segurança a motoristas e pedestres e eliminar pontos de alagamento na pista, em atendimento à reivindicação das cidades de Embu, Taboão da Serra e Itapecerica da Serra. A execução será da concessionária Arteris.
Os três municípios avaliam que a prioridade atual para a região é a implantação de viadutos para travessia ou retorno (“dispositivos de transposição”), intervenções para acabar com enchentes e adequações de acesso, em vez de abrir vias laterais à rodovia – de Taboão até Itapecerica -, como previsto antes em contrato de concessão. O encontro reuniu representantes da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), grupo Arteris e autoridades locais.

Na primeira visita oficial no Estado de São Paulo como ministro de Estado, Rodrigues garantiu a realização na Régis Bittencourt das obras destacadas. “O problema do alagamento vai ser resolvido”, afirmou. O diretor-executivo do Grupo Arteris, Nelson Bossolan, apresentou para ao público as obras que deverão ser executadas. A diretora interina da ANTT, Natália Marcassa, indicou as que já estão autorizadas pelo órgão, que são as seguintes:
Para os três municípos: projeto de macrodrenagem para eliminar alagamentos, com implantação de 15 travessias subterrâneas (diâmetro de 2 a 2,5m), prolongamento de bueiros nas laterais da estrada e captação das águas pluviais para o córrego Poá, em Taboão, efetuando 700m de canalização, piscinão (km 276) para evitar transbordo do córrego. A obra deve iniciar em seis meses e o prazo de execução é de 18 meses. O valor da obra será de R$ 61 milhões;
Trecho de Taboão da Serra: substituição da passarela atual por uma mais larga e implantação da quarta faixa para ampliar a capacidade da rodovia, desafogando o tráfego local (km 269 – próximo ao largo do município, divisa com a capital paulista); alargamento do viaduto para a avenida Paulo Ayres, na região do Parque Pinheiros, dando acesso aos dois lados do município (Km 272) – único retorno no trecho, já saturado. O prazo de execução é de 24 meses;
A municipalização do trecho de Taboão (6 km de extensão), para dar à cidade possibilidade de fazer o próprio planejamento viário e urbano em seu perímetro, ainda depende do posicionamento do prefeito Fernando Fernandes (PSDB), que não pôde comparecer ao evento. Fernando tem dito que aceita a gestão sobre a estrada, mas com total autonomia para intervenção municipal e depois das obras prometidas, contra alagamento, por exemplo.
Trecho de Embu: adequação geométrica do dispositivo da Perdigão (km 282). Prazos: projeto em seis meses e execução em 24; trecho de Itapecerica: implantação de duas passarelas (km 289 e km 292). Ainda está em análise, pela ANTT, a adequação dos acessos da estrada do Mosteiro (km 287), da Represinha (km 289) e Ferreira Guedes (km 290), todas em Itapecerica da Serra. Exceto as obras contra enchentes, as restantes terão um custo total de R$ 30 milhões.
“Tudo o que já aconteceu de bom da conhecida BR-116 dependeu dessa articulação entre as partes, municípios, governo federal e instituições”, disse o prefeito de Embu, Chico Brito (PT). ”Essa nossa atitude é fundamental! A Régis ficará mais segura e adequada depois da implantação das travessias e obras de combate a alagamentos”, afirmou. Em 2013, Chico esteve no centro de polêmica ao ser acusado por autoridades de Taboão de “puxar” retorno para Embu.
> Com informações da prefeitura de Embu das Artes





