Professores e servidores de Itapecerica iniciam greve nesta sexta-feira, dia 22

Especial para o VERBO ONLINE

ADILSON OLIVEIRA
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Os professores e funcionários municipais de Itapecerica da Serra entram em greve conjunta nesta sexta-feira, dia 22. Os servidores rejeitaram a proposta de reajuste de 6,5% apresentada pelo prefeito Amarildo Gonçalves, o Chuvisco (PMDB), com a justificativa de que o salário está defasado “há anos”, e reivindicam 35%. O funcionalismo deve se reunir em frente à prefeitura por volta das 7h da manhã e forçar o governo municipal a rever o percentual de aumento.

Os trabalhadores exigem também equiparação salarial com outros servidores com o mesmo nível de escolaridade, pagamento de insalubridade, maior transparência na alocação dos recursos do Fundeb (fundo de manutenção da educação básica e valorização de educadores), participação efetiva dos professores no Plano Municipal de Educação e na escolha de projetos e materiais didáticos adotados pela rede de ensino, entre 17 pontos de pauta de reivindicação.

Professores fecham avenida no centro de Itapecerica durante greve, aderida pelo restante do funcionalismo

Se não entrarem em acordo em tentativa de negociação com o prefeito, os servidores prometem realizar uma passeata pelo centro do município até a frente da Câmara. Na quinta-feira dia 14, Chuvisco disse que enviaria nesta semana ao Legislativo projeto de lei de reajuste do funcionalismo e ressaltou sobre os 6,5% que Itapecerica “é uma das poucas cidades da região que vai dar o índice inflacionário”. “Não é ainda o que gostaríamos, mas é o que é possível”, justificou.

Os professores e demais servidores decidiram realizar greve unificada ao contornarem a situação após racha no funcionalismo. Na terça-feira, dia 19, os educadores deflagraram paralisação não acompanhada pelo Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Itapecerica da Serra, que convocou o servidores, “exceto os professores”, para assembleia extraordinária, nesta quinta, para definir se todas as categorias adeririam à greve iniciada pelo magistério.

“[…] o Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Itapecerica da Serra abriu mão da disputa judicial que mantinha com o Siproem [sindicato dos profissionais de ensino] e entende que, daqui por diante, os professores podem sentir-se à vontade para que o Siproem os represente para levar suas reivindicações trabalhistas, ou, se desejarem, podem inclusive fundar um sindicato próprio”, disse a representação municipal dos funcionalismo.

“[…] queremos deixar claro que o nosso pensamento é com os servidores como um todo, não podemos privilegiar uma ou outra categoria. É preciso reconhecer que, às vezes, o que é bom para um grupo não é bom para todos e que também, na maioria das vezes, determinados grupos não se sacrificam pela maioria”, disse. Frisou que “não vai abrir mão do que entende ser melhor para a maioria”, “nem vai aceitar ser ‘massa de manobra’ de uma ou outra categoria”.

Na assembleia, os demais servidores aderiram. “[…] A quantidade de professores que não deram aula hoje [terça] está muito longe de ser o número de manifestantes que estavam na rua!”, disse Valéria Cristina em rede social. “Lógico que alguns não pararam. Mas sexta será maior”, falou Josiel França. “Os professores são os mais unidos para parar. Já os funcionários de outras repartições como obras e saúde são mais devagar”, disse o morador Alison Rogério ao VERBO.

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