A extensão da linha 4-Amarela do metrô teve o início das escavações nesta terça-feira (24), na futura estação Taboão da Serra, na área de antiga concessionária de veículos (Sorana Sul) (centro). A primeira retirada de terra, precisamente, aconteceu ao lado, no terreno da sede da prefeitura, cuja parte também receberá a construção. O secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, e o prefeito Engenheiro Daniel (União) lançaram a nova etapa da obra.
A extensão da linha 4, que hoje liga a Luz (centro de SP) à Vila Sônia (zona oeste), consiste na construção de mais duas estações, Chácara do Jockey (zona oeste) e Taboão da Serra – 3,3 quilômetros de túneis subterrâneos. A estação Taboão terá 25 metros de profundidade. Às margens da avenida Taboão da Serra (ex-rodovia Régis Bittencourt), terá dois acessos (um em cada lado), plataformas com 132 metros de extensão, dois elevadores e seis escadas rolantes.
A escavação será sequencial, com técnica austríaca de tunelamento (NATM), de avanço gradual e monitoramento contínuo da condição do solo, e não com tuneladora (“tatuzão”). Cerca de 300 profissionais estão envolvidos diretamente nos trabalhos da extensão da linha no momento. No pico da obra, a estimativa é que cerca de 4 mil pessoas estejam mobilizados na construção. O projeto é tocado pela Motiva (antiga ViaQuatro), também responsável pelo ramal concedido.
Segundo a empresa, a etapa atual inclui implantação de canteiros, demolições, abertura de acessos técnicos e preparação dos terrenos onde serão construídas as novas estações, além de estruturas operacionais. No caso da parada Taboão, o projeto também prevê a construção de uma subestação de energia, próximo ao largo da cidade. O empreendimento contempla ainda sistemas de drenagem contra enchentes, minimizadas, mas que ainda ocorrem na região.
A extensão está orçada em R$ 4 bilhões, R$ 3 bilhões (75% do total) do governo do Estado e R$ 1 bilhão da concessionária. Com o projeto pronto, 50 mil novos passageiros devem utilizar o sistema por dia. Em abril do ano passado, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) esteve em Taboão para anunciar a ampliação e falou em concluir em 2028, no mais tardar em 2029. Em outubro, o governo iniciou a obra e pôs placa com aviso de término em 64 meses, em fevereiro de 2031.
O secretário confirmou que a extensão levará de quatro a cinco anos para ficar pronta. “É uma obra que começou no final do ano passado, com a limpeza do terreno. Agora, começa a escavação, começamos com a primeira ‘conchada’ [de máquina]. Daqui a pouco a gente deve começar a obra na Chácara do Jockey. A escavação aqui deve se completar por volta de 2028. Acredito que até 2030 tenhamos a obra pronta. Este metrô em 2030 está funcionando”, afirmou Benini.
O tempo de deslocamento entre Taboão e o centro da capital deverá ser de cerca de 30 minutos. A estação Taboão terá integração com ônibus, com implantação de terminal no local, e bicicletário. O prefeito e outras autoridades viram como será o metrô na cidade por meio de vídeo virtual. A população também poderá fazer o “passeio 3D” no “Centro de atendimento à comunidade”, instalado no local para prestar informações sobre a obra e impactos no entorno.
Engenheiro Daniel falou com o VERBO e considerou que a escavação, com prazo mais realista, evidencia que a estação Taboão vai sair do papel. “É a garantia de que o governo do Estado está, de fato, fazendo o investimento que precisa ser feito para que as obras não atrasem, e realmente o metrô se torne uma realidade na cidade de Taboão da Serra. Hoje, o secretário Rafael Benini deixou claro que o cronograma [término] é o fim de 2030. Eu acredito que possa dar certo”, afirmou.
“Senti a obra a todo vapor. Acredito que em 4 ou 5 anos no máximo [o metrô] seja uma realidade, o que vai mudar a história da cidade. Muitos moradores de Taboão que trabalham em toda parte de São Paulo serão favorecidos. A previsão são 50 mil passageiros/dia. É um negócio de outro mundo”, destacou Engenheiro Daniel. Os deputados estaduais Analice Fernandes (PSD) e Eduardo Nóbrega (Podemos), presentes, falaram em “dia histórico” e “realização de um sonho”.
VEJA ENTREVISTA DE ENGENHEIRO DANIEL E OUTRAS AUTORIDADES NO INÍCIO DAS ESCAVAÇÕES





