EXCLUSIVO. O prefeito Engenheiro Daniel (União Brasil) continua a apostar e atuar para fazer uma gestão em Taboão da Serra marcada pela união e apoio mútuo entre as lideranças políticas locais, mas um “racha” ganha contornos e parte do principal aliado do chefe de Executivo, o ex-prefeito de Embu das Artes e pré-candidato a deputado federal Ney Santos. O sinal mais recente foi a ausência de Ney em evento público importante em Taboão na semana passada.
De acordo com membros influentes do governo ouvidos pelo VERBO, Ney está pressionando a vice-prefeita Érica Franquini a ajudar a “enquadrar” Engenheiro Daniel. O político de Embu começou a fazer uso da investida de fazer Érica sair do MDB e ir para o partido dele, o Republicanos, para “cercar” e se impor ao prefeito – na filiação da vice, em agosto do ano passado, Engenheiro Daniel só soube na última hora e teve a aliança política com o MDB atrapalhada por Ney.
Segundo um agente político, Ney está “esticando a corda”. “Daniel fala em gestão de união e conciliação, mas o racha pode vir antes do que todos imaginam. Ney Santos está ‘emparedando’ a vice-prefeita Érica e promete romper com Daniel”, diz. Ele passou logo à “evidência”. “O ex-prefeito de Embu recusou o convite de Daniel para participar da última inauguração da prefeitura realizada no dia 12 de março”, aponta, sobre a entrega do novo CapsI e centro odontológico.
Os motivos não estão claros. Segundo relatos de bastidor, porém, Ney teria cobrado de Engenheiro Daniel “apoio exclusivo ou efetivo” na eleição neste ano, além de “blindagem total” ao aliado pastor Marco Roberto da Silva, chefe de gabinete em Taboão, preso em flagrante há um mês por trafegar irregularmente com placa da Câmara de Embu – solto um dia depois. Teria exigido ainda “movimentação livre” para os correligionários que indicou, junto com Ely, para a prefeitura.
Engenheiro Daniel não aceitou as “condições”, e, sobre a segunda, ordenou “um pente fino” contra possíveis “fantasmas importados” da cidade vizinha. “O prefeito fez uma reunião e pediu para a gente levantar quem estava na nossa folha que não comparecia”, disse um secretário a este portal. Sobre a “chantagem” de Ney de ropoimento, de acordo com um segundo interlocutor do Executivo, Érica teria demonstrado desconforto e se queixado com pessoas próximas.
Na inauguração, Engenheiro Daniel citou a ausência de Ney, ao se dirigir à irmã do (ainda) aliado, a deputada federal Ely Santos (Republicanos). “Foi convidado para estar aqui presente. Infelizmente, não pôde estar. Acredito que deve estar em alguma missão. Fala para ele que tem dez dias que ele não me atende, que estou com saudades”, disse. Apesar de amistoso, o prefeito teria na verdade dado “contrarrecado” a Ney de que parceria pressupõe respeito.





