Em agenda em Embu, governador Tarcísio ‘estava acompanhado do condenado Ney Santos’, diz jornal

Ex-prefeito do município, que é pré-candidato a deputado federal, foi sentenciado a 3 anos e 9 meses de prisão 'por porte ilegal de arma', escreveu a 'Folha'

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Governador Tarcísio em Embu, ao lado do prefeito Hugo Prado e 'acompanhado do ex-prefeito da cidade Ney Santos, condenado por porte ilegal de arma', diz a 'Folha' | GovSP

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) esteve em agenda oficial em Embu das Artes na última sexta-feira (23) e “foi acompanhado” do ex-prefeito da cidade Ney Santos, condenado por porte de arma ilegal, apontou o jornal “Folha de S. Paulo”. Ney, que é pré-candidato a deputado federal, foi sentenciado em novembro a 3 anos e 9 meses de prisão em regime semiaberto pelo transporte de uma pistola 380 com numeração raspada e com acessório proibido.

Ney foi condenado após dar explicações “incongruentes” ou “não críveis” sobre alegado compromisso como então prefeito em Artur Nogueira (SP), em 2019, quando foi preso em Cosmópolis, cidade vizinha, com o agente penitenciário Lenon Roque Alves Domingos. A juíza Mayara Oliveira Resende desmontou versões de Ney, como a de que seguia para Artur Nogueira, quando em depoimento na delegacia disse que tinha como destino a própria Cosmópolis.

A juíza citou que Ney declarou que o compromisso em Artur Nogueira seria às 15h30, mas saiu de Embu às 15h, “o que já compromete a linha temporal do alegado compromisso”. Questionou o fato de o prefeito ter alegado que não conhecia Lenon, ao observar como Ney, sempre preocupado com a segurança pessoal, rumaria para encontro incerto com pessoa estranha e armada, e, por outro lado, notória, réu em tentativa de homicídio junto com um secretário.

A magistrada relatou também que os policiais militares que fizeram a prisão não constataram que Ney passava mal, como o político só contou posteriormente, e atestaram que o então prefeito e Lenon estavam em local onde o único destino possível seria Cosmópolis, e não Artur Nogueira. Ela ainda expôs que Ney também não conseguiu provar ter parado em uma imobiliária para usar o banheiro, ao indicar a busca por um sanitário em tal estabelecimento insólita.

Após também rejeitar a fala de Ney de que se perdeu após o Waze falhar, diante de apuração de que o aplicativo não ficou inativo, a juíza concluiu que o político sabia que a arma era ilícita e não se importou em transportar mesmo com “numeração suprimida”. A suspeita é de que Ney buscou “justificar” o que fazia na região sem ter agenda oficial nenhuma. Uma denúncia anônima disse que ele foi até lá “para tentar executar um antigo parceiro” – e atual desafeto.

Um dos maiores jornais do país notou o aliado de Tarcísio. “O governador falou com a imprensa durante uma cerimônia de entrega de unidades habitacionais em Embu das Artes. Entre outros políticos, ele estava acompanhado do ex-prefeito da cidade Ney Santos (Republicanos), condenado a três anos de prisão em regime semiaberto em novembro passado por porte ilegal de arma”, publicou a “Folha” em texto nos dias 23 (digital) e 24 (impresso).

Procurado por este portal sobre a condenação na ocasião, Ney fez deboche e não respondeu. Em uma rede social, ele indicou que ia recorrer da decisão de primeira instância e falou ser “um processo antigo, que já havia sido anulado, e que certamente terá a decisão reformada pelo tribunal [TJ]”. “Vale lembrar que nada disso gera ilegibilidade [sic] ou atrapalha o projeto futuro de termos um FILHO da periferia nos representando na câmara dos deputados”, disse.

REPORTAGEM DA ‘FOLHA’ QUE CITA QUE TARCÍSIO FOI ‘ACOMPANHADO DE NEY, CONDENADO À PRISÃO’

Fonte: Reprodução “Folha de S. Paulo” (grifo do VERBO)

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