A Câmara de Itapecerica da Serra aprovou no último dia 25 projeto de lei (PL) que exige contrapartida de empresas e entidades que realizarem eventos na cidade com cobrança de ingresso com público estimado a partir de 5 mil pessoas. Além disso, a proposta estabelece que cada evento passe pelo crivo do Poder Legislativo, mediante projeto de lei específico. A proposição é de autoria de todos os vereadores e vai a sanção do prefeito Ramon Corsini (União Brasil).
As contrapartidas que os responsáveis por grandes eventos na cidade devem oferecer ao município consistem em equipamentos para a Guarda Civil Municipal, para as UBSs, unidades esportivas e de lazer, para iluminação pública, materiais para escolas, de sinalização viária, melhorias estruturais em repartições municipais e doações de bens permanentes previamente aprovados pela Câmara. A disponibilidade de “entrada solidária” – gratuita – também consta no projeto.
O vereador Mauro Cavalheiro (PSB), relator, disse que o projeto é um marco para Itapecerica e criticou personalidades e empresários de fora que utilizam a cidade para eventos sem uma contrapartida ao município. “Vamos fazer, sim, com que os grandes eventos aconteçam, mas que principalmente a nossa cidade não seja esquecida. Que os ‘forasteiros’ venham aqui e entendam que a nossa cidade de Itapecerica da Serra está, sim, em primeiro lugar”, disse.
Dr. Tinho (Republicanos) defendeu o colega e fez críticas aos organizadores da Festa de Peão de Itapecerica, que será o principal evento impactado, caso o PL seja sancionado. “[Você] foi motivo de chacota nas redes sociais de pessoas ligadas ao grupo do rodeio. Nós estamos aqui para poder fiscalizar e mostrar para esses empresários, que vêm aqui só para levar o nosso dinheiro embora, que esta Casa não se acovardou e nem vai se acovardar. Recado está dado”, falou.
Giba (PSB) também criticou a realização do rodeio na cidade e disse que os responsáveis obtêm lucro e não oferecem uma contrapartida a Itapecerica – em 2025 a festa de peão na cidade completou 45 anos. “Nos debruçamos em cima desse projeto, cada um teve um pensamento e colocou. Todos pensando juntos, chegamos nesse projeto porque não dá mais, né? Chega! A farra do boi acabou!”, disparou. A sessão não teve nenhum outro projeto votado.





