O Pronto-Socorro Vazame, em Embu das Artes, funciona em situação precária, em que faltam condições para atender a população. O PS não tem medicamentos básicos para serem dados aos pacientes após consulta, como antifebril, nem materiais, como simples papel para exame. O PS tem o “pomposo” nome de Complexo Municipal de Saúde Aurelino Santos (Sr. Nego) – homenagem ao pai do ex-prefeito Ney Santos -, mas põe medo até em funcionários pelo abandono.
Moradores que procuraram atendimento no PS na sexta-feira (17) ficaram assustados diante do desabastecimento de medicamentos. De dez caixas para acondicionar os remédios, oito estavam vazias – como as com as etiquetas “Cetoprofeno” e “Dramin”. “São vários em falta, como ‘Diripona’. Só tem ‘Buscopan’ e ‘Plasil’, o restante está tudo vazio”, contou uma paciente ao VERBO. O remédio para enjoo tinha quantidade reduzida. “Deve ter umas dez ampolas de ‘Plasil'”, disse.
O PS também não tinha medicamentos ministrados via injeção e obrigou os profissionais da enfermagem a providenciar uma solução. “Estão procurando comprimidos para substituir os injetáveis”, relatou a paciente. Indagados sobre a falta de remédios, a equipe ficou apreensiva, mas consentiu em expor o quadro crítico. “As enfermeiras ficaram tensas. Até agradeceram, mas com medo. Falaram que está assim há meses. ‘Tadinha’ delas, fiquei com dó”, disse a mulher.
Pacientes ainda se deparam com a falta de insumos. Em outro relato, uma munícipe submetida a um eletrocardiograma teve de ser trocada de equipamento por conta de que “a máquina em que estava não tinha papel, nem no estoque”. O PS não dispõe sequer de soro. “Um senhor disse que ontem [quinta-feira] não tinha”, contou. As torneiras também estavam secas. “Uma enfermeira comentou que não tem água para lavar as mãos pós-procedimento”, compartilhou.
O corpo técnico do PS Vazame deu uma explicação para o “descaso”. “A prioridade é a decoração de Natal [na praça central]. Sabemos que tem a verba, mas é utilizada lá”, disse uma profissional, com concordância de colegas. “As enfermeiras, todas, estão insatisfeitas. Estão obrigando elas a trabalhar mesmo não tendo medicamentos. Não tem gaze. Várias profissionais tiram do próprio bolso [para comprar]”, resumiu, perplexa, a paciente que procurou este portal.
O VERBO não vai identificar a paciente. Ela própria pediu anonimato, ao apontar outra situação grave. “A enfermagem tem uma postura que demonstra que sofre muita coação no sentido de perder o emprego. Uma profissional por várias vezes me pediu para relatar de uma forma que não ficasse exposto quem havia me atendido. Gostaria que se possível quando for publicar não divulgue meu nome para que não identifiquem quem estava no plantão”, solicitou.
OUTRO LADO
Este portal procurou o governo Hugo Prado (Republicanos) e questionou a secretária de Saúde, Erivanda Batista de Holanda, via e-mail, sobre o funcionamento do PS Vazame em situação precária e quando o abastecimento de medicamentos e insumos será regularizado. Ela não respondeu. Na reinauguração do PS, em 2022, o então prefeito Ney Santos definiu a unidade como “um centro de saúde completo e totalmente equipado” – o vice-prefeito era Hugo.
VEJA COMPLEXO DE SAÚDE AURELINO DOS SANTOS (PS VAZAME) SEM MEDICAMENTOS E ÁGUA
Vídeos: Paciente do PS Vazame






Isso.nao é novidade para quem.mora na cidade de embu da artes
A minha mãe ficou internada neste lugar horrível por uma semana, uma senhora de 81 anos, a todo momento eu tinha que chamar alguém no balcão da enfermagem para resolver as coisas… uma certa noite, era para fazer um Raio X, pra ver se ainda tinha pneumonia, era para ser até as 22h, foram levar a minha mãe para o andar de cima, sem elevador, as 5h da manhã, ela ficou ansiosa por este exame e praticamente não dormiu a noite todas… pacientes gritando por socorro e a enfermagem e os médicos dormindo, comendo pizza, dando risada no balcão da enfermagem, ninguém resolve nada, a comida vem fria, toda hora eu tinha que falar para o pessoal da comida que a minha mãe é diabética, pois traziam pão e chá com açúcar, uma bagunça, falta de respeito, o banheiro sem ventilação, sem sabonete, pouco papel higiênico, teve dia, de não darem todo o remédio, pois disseram que não tinha… está cidade está largada, abandonada, lido por todas as ruas e calçadas… um caos total… este PS e hospital do Vazame é um caos, mal administrado e pessoal que não serve para tratar de vidas humanas…