Ao lado de Ely, favorável à PEC da Blindagem, Tarcísio chama medida de impunidade após pressão

Governador ficou, porém, em silêncio quando a proposta foi aprovada; irmã de Ney Santos, que já foi presa, é fichada pelo MP-Gaeco com 2 RGs e 2 CPFs ativos

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Governador Tarcísio critica PEC da Blindagem, após silêncio diante da aprovação, tendo ao lado a deputada Ely Santos, que votou a favor da proposta | Folha de S.Paulo/Reprodução

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) classificou a PEC da Blindagem como uma “desconexão com a vontade” da população. A proposta foi aprovada no último dia 16 pela Câmara dos Deputados, mas acabou enterrada pelo Senado, na Comissão de Constituição e Justiça, na quarta-feira (24). Tarcísio fez a fala na própria quarta em evento em Embu das Artes, quando tinha ao lado a deputada federal Ely Santos, também do Republicanos, que votou a favor da PEC.

O governador, questionado por jornalistas, abordou a PEC ao falar sobre os brasileiros terem ido às ruas no domingo (21) nas 27 capitais para protestar contra a proposta de emenda à Constituição. “Elas [as manifestações] representam o sintoma de desconexão do que está sendo feito com a vontade das pessoas. E quando você se desconecta, tem protesto. E foi o que aconteceu”, disse. “Você não pode se desconectar daquilo que as pessoas pensam”, reforçou.

Tarcísio considerou a PEC uma “distorção”. “Algo que nasceu para ser um remédio para proteger o parlamento e aquilo que a Constituição trouxe, que é a imunidade formal, material do parlamentar ou garantia que o parlamentar tem de exercer seu mandato livremente, com independência, se transformou em outra coisa. Quando se tem a distorção, e a população percebe que está indo por um caminho de privilegiar, de impunidade, a população se revolta”, declarou.

Tarcísio ficou, porém, em silêncio quando a PEC foi aprovada. Ele fez a crítica só uma semana depois de o texto passar na Câmara – após um acordo entre o centrão e os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em meio às negociações sobre o projeto da anistia aos golpistas do 8 de Janeiro. Bolsonarista, ele se limitou a dizer que a PEC ia desgastar a direita, reservadamente. Pela PEC, os deputados só sofreriam investigação criminal após aprovação dos colegas.

Durante a entrevista de Tarcísio, Ely ficou ao lado dele. Favorável à proposta, chamada de PEC da Bandidagem pela opinião pública, ela ficou quieta diante da fala do governador sobre o tema. Moradores da região notaram a presença da deputada e a criticaram, entre outros predicativos, como dissimulada, como que se não tivesse nada com o assunto. Suplente, ela assumiu o mandato, em julho de 2023, com a licença, em acordo, do eleito Milton Vieira (Republicanos).

Ely é acusada de participação na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em São Paulo e ficou presa preventivamente entre 2016 e 2017, quando o Ministério Público apresentou denúncia “tendo como principal alvo o irmão”, Ney Santos, então prefeito eleito. Segundo o MP, ela atuou como “laranja” à frente de postos de combustíveis para driblar bloqueios judiciais de bens de Ney. Ela foi fichada pelo Gaeco (grupo anti-crime organizado) com dois RGs e dois CPFs ativos.

comentários

  • Quem.mora na região de embu das artes sabe muito bem quem é família do Ney santos ely santos também faz parte de tudo que Ney fez votaram neles por dinheiro agora não adianta reclamar da gestão péssima do Hugo e da própria ely santos

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