Com aval do governo de SP, Sabesp estende redução da pressão e casas podem ficar sem água à noite

A partir desta segunda-feira (22), companhia (privatizada) amplia tempo com vazão menor de oito para dez horas diárias, das 19h até 5h - diz que medida é temporária

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Torneiras secas; Sabesp amplia tempo da redução da pressão da água de oito para dez horas diárias, na Grande SP, com início as 19 horas, a partir desta segunda (22) | Reprodução

Menos de um mês depois da medida inicial, a Sabesp estende a partir desta segunda-feira (22) o tempo diário de redução da pressão da água para a população da Grande São Paulo, o que inclui as cidades de Taboão da Serra, Embu das Artes, Itapecerica da Serra e região. A restrição, que era de oito horas, passa a ser de dez horas, das 19h às 5h. Desde 27 de agosto, a vazão do abastecimento era reduzida diariamente das 21h às 5h, nos 39 municípios da área metropolitana.

O governo paulista afirma que a redução da pressão da água é para economizar no abastecimento. A Sabesp adota a restrição autorizada pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) diante da falta de previsão de chuvas e do baixo nível dos reservatórios – apesar do anúncio de aguaceiro para esta segunda-feira na região metropolitana da capital, que se confirmou. A medida é antiga – foi adotada ao menos desde a crise hídrica de 2014-2016.

A diminuição da vazão visa reduzir o volume de perdas de água nos inúmeros vazamentos da rede de distribuição ainda não identificados pela Sabesp – quando a pressão é menor, consequentemente, a perda também é. No mês passado, a empresa – que foi privatizada – afirmou que a medida é preventiva e temporária, deliberada pela Arsesp “com o objetivo de reduzir perdas e evitar vazamentos, preservando, assim, os reservatórios que abastecem a região”.

Os reservatórios do Cantareira e Alto Tietê (regiões norte e leste da Grande São Paulo), que concentram cerca de 80% da capacidade do sistema, registram 29,3% e 25,4% de armazenamento, com dados atualizados nesta segunda-feira, de acordo com a Sabesp. A região sudoeste da metrópole (Taboão da Serra e demais sete municípios) é abastecida pelos sistemas Cotia e Guarapiranga, que neste momento estão sendo menos afetados – têm 50,5% e 47% de armazenamento.

Como efeito da redução da pressão, muitos imóveis podem ficar sem abastecimento durante a noite, principalmente nos bairros mais altos e afastados do centro, na periferia. Muitos moradores relatam, porém, que o fornecimento é interrompido antes do horário da restrição e só retorna muito depois. “Durante o período noturno, o usuário pode perceber uma falta de água na sua torneira, mas ela deve voltar no início da manhã”, diz o diretor-presidente da Arsesp, Thiago Mesquita.

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