A Prefeitura de Itapecerica da Serra divulgou neste mês, no último dia 10, informações sobre o saruê e o que fazer ao encontrar o animal – conhecido também como gambá-de-orelha-preta (“Didelphis aurita”). A Secretaria de Meio Ambiente aponta que o pequeno mamífero, com a chegada da época reprodutiva, acaba buscando abrigo nas casas, em telhados, forros ou quintais. “Mas antes de agir por impulso, é importante entender: eles não são ameaça, são aliados”, diz a pasta.
Os saruês são considerados guardiões do equilíbrio ambiental. “Eles se alimentam de insetos, escorpiões, cobras e até pequenos roedores, ajudando no controle de pragas urbanas. Também consomem frutas e carcaças, contribuindo para a limpeza do ambiente e a dispersão de sementes. São, portanto, essenciais para manter a saúde dos ecossistemas – inclusive o nosso”, diz a secretaria. Com dentes pontiagudos, o saruê pode morder, mas só se sentir-se ameaçado.
Marsupial, o saruê possui estrutura como uma bolsa na qual carrega os filhotes. No período de reprodução, as fêmeas procuram locais seguros para proteger as crias. “Por isso, é comum encontrá-las em áreas urbanas. Mas esses encontros não precisam ser conflituosos; podem ser oportunidades de convivência respeitosa com a vida silvestre”, diz a secretaria. Caso o animal entre no imóvel, profissionais que lidam com bichos selvagens devem ser chamados para resgate.
“[Realizamos] o manejo e o resgate ético desses e outros animais silvestres com todo o cuidado e responsabilidade. Nossos profissionais são capacitados para garantir a segurança tanto dos saruês quanto da população. Convivência é respeito. Preservar é um ato de amor”, diz a Secretaria de Meio Ambiente. Portanto, em Itapecerica, ao encontrar um saruê em situação de risco ou conflito, não tente capturar o animal. Entre em contato com a pasta: (11) 4668-9288.





