Caminhada contra trabalho infantil ecoa que criança deve estudar e brincar, ‘não ser mão de obra’

'1ª Caminhada contra Trabalho Infantil de Taboão da Serra', realizada pela Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania e ONGs, reuniu atendidos pelas entidades e Conselho Tutelar

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Crianças atendidas por ONGs fazem caminhada contra trabalho infantil, em Taboão da Serra; Secretaria de Direitos Humanos orienta a denunciar pelo Disque 100 | AO/Verbo

A Prefeitura de Taboão da Serra, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, e ONGs (ou OSCs, organizações da sociedade civil) que atendem a infância e juventude realizaram no último dia 12 a “1ª Caminhada contra o Trabalho Infantil” no município, no Pirajuçara. Com cartazes, cataventos, bateria e buzinas, crianças e adolescentes caminharam 700 metros desde o Poupatempo até o Jardim Santo Onofre com pedido de “mais educação” e oportunidades de brincar.

No Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, os pequenos taboanenses, ao lado de educadores, deram o recado. “É dizer com todas as letras que o lugar de criança é na escola, é no parquinho, é no colo da família, nunca no canteiro de obras, numa lavoura”, falaram para moradores e comerciantes que observavam. Um menino levava um cartaz escrito “Criança não deve trabalhar. Infância é para brincar e sonhar”. Uma menina erguia a cartolina “Criança não é mão de obra”.

Garotos também levaram material com explicação sobre o trabalho infantil, de que é “toda atividade econômica e/ou de sobrevivência realizada por crianças ou adolescentes com idade inferior a 16 anos”, mesmo sem o lucro como finalidade. “A única exceção em que jovens podem trabalhar é na condição de aprendiz, mesmo assim a partir dos 14 anos. Aprendiz é o empregado com um contrato especial e com direitos trabalhistas e previdenciários assegurados”, dizia texto.

Seis ONGs participaram da caminhada – Sementes do Amanhã, Casa do Adolescente, Projeto Aparecendo, Solar dos Unidos, Janelas para o Futuro, e Instituto José Zimerman, que leva crianças a desenvolver raciocínio lógico matemático. “É importante para levar para a população a conscientização. O instituto fez questão de participar para somar força contra o trabalho infantil”, disse Camila Munoz ao VERBO. “É uma realidade ainda difícil que a gente encontra”, observou.

Membros dos Conselho Tutelar também marcaram presença. A conselheira Leidejane Raquel relatou que eles se depararam com dois meninos, de “no máximo 8 anos”, vendendo balas no local. “O recado que deixo para a população, para os comerciantes é que não fortaleçam esse trabalho. A criança que está aqui trabalhando está deixando de ir para a escola. Eu perguntei ao garotinho se sabia ler o que estava escrito na minha camiseta, e ele disse que não”, disse.

Na caminhada, um menino exibia ainda uma folha de caderno escrita “Infâncias perdidas não se recuperam com o tempo!”. À reportagem, o secretário professor Moreira (Direitos Humanos e Cidadania) reforçou que criança “deve não deve trabalhar, deve estudar, ter oportunidade de ler, de estar com os amiguinhos, brincando”. Ele orientou a população a denunciar a prática. “É fundamental erradicar o trabalho infantil. Se você vir alguma criança trabalhando, disque 100”, disse.

VEJA ‘1ª CAMINHADA CONTRA TRABALHO INFANTIL DE TABOÃO DA SERRA’ NA TV VERBO ONLINE

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