Santuário Santa Terezinha leva a admirar tapetes e celebrar Corpus Christi como ‘amor ao irmão’

Padres da igreja de Taboão da Serra conduziram o corpo de Cristo, seguidos pelos fiéis, sobre cerca de 120 desenhos por oito vias públicas do centro em trajeto de 1 km

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Diante de fiéis em procissão e também sem condições de locomoção, padre Marcelinho conduz o corpo de Cristo sobre tapetes ornamentais, expressão da festa | A. Oliveira/Verbo

O Santuário Santa Terezinha em Taboão da Serra levou um grande número de fiéis a adorar Jesus na eucaristia (hóstia consagrada) e também de visitantes a contemplar o tapete de serragem ao ar livre, nesta quinta-feira (19), Corpus Christi. Os padres Marcelo (Marcelinho) dos Santos e Vitor de Freitas se revezaram em conduzir o corpo de Cristo no ostensório, seguidos pelo público, sobre cerca de 120 desenhos por oito vias públicas no centro em trajeto de 1 quilômetro.

Os tapetes confeccionados, com apoio da prefeitura, retrataram símbolos eucarísticos como o pão partilhado por Jesus na última ceia – que origina o Corpus Christi – e o cálice usado pelos padres na consagração (transformação) do pão e vinho no corpo e sangue de Cristo, segundo a Igreja. Destacaram ainda figuras de santos e os dez mandamentos, como “Honrar Pai e Mãe” e “Não Matarás”, além do “Jubileu da Esperança”, instituído pelo falecido papa Francisco.

Em tarde de sol e temperatura pré-inverno amena, durante a piedosa procissão trilhada com hinos religiosos e preces, os padres rezaram pelas famílias, doentes, necessitados, trabalhadores, desempregados e empregadores, em meio a residências e comércios. Eles pararam várias vezes para abençoar com o corpo de Cristo moradores diante de casas e prédios de apartamentos, inclusive nas janelas e que montaram altares em frente aos imóveis para “receber” Jesus.

Após o “passeio” de 50 minutos pelos tapetes, já de volta ao santuário, o celebrante na missa destacou a ocasião solene. O padre Marcelinho contou a história de Corpus Christi ao dizer que no século 13 o teólogo Thomaz de Aquino pediu ao papa Urbano 4º que a Igreja tivesse “uma festa para adorar publicamente o santíssimo sacramento” e que em Bolsena (Itália) “o milagre da hóstia consagrada que sangrou diante de um sacerdote com dúvidas levou o papa a instituir a solenidade”.

“Corpus Christi não é apenas uma festa bonita para se tirar fotos dos tapetes, ainda que isso seja belíssimo. É, antes de tudo, um ato público de fé, é quando a Igreja sai às ruas com o seu maior tesouro, Jesus no santíssimo sacramento”, disse o padre. Ele fez um “lembrete”. “Não adianta carregar Jesus em procissão com reverência, se carregamos mágoa no coração. Não adianta ajoelhar diante da hóstia e levantar para falar mal do irmão. Seu coração foi feito para amar”, pregou.

Em entrevista, padre Marcelinho ressaltou, porém, o espírito de Corpus Christi, ao ser indagado pelo VERBO por que celebrar, inclusive com a confecção de tapetes. “O intuito é mostrar para as pessoas que Jesus está presente no meio de nós e quer atingir os corações dos que ainda não entenderam o sentido dele no mundo. Jesus deu a vida por nós, não só por aqueles que o adoram, mas pela humanidade. Ao sair a via pública, ele está exprimindo ‘eu sou o alimento de todos'”, disse.

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