RÔMULO FERREIRA
Especial para o VERBO ONLINE, no centro de Taboão da Serra
Cerca de 10 mil pessoas acompanharam a 59ª Paixão de Cristo no centro de Taboão da Serra nesta sexta-feira, dia 3. A encenação que já é tradição no município contou com a participação de 120 atores que interpretaram os mais diversos personagens da história do judaísmo pré-cristianismo, entre eles Maria, Herodes, Pôncio Pilatos e o protagonista, Jesus de Nazaré. O prefeito Fernando Fernandes (PSDB) não esteve presente e foi representado pelo vice Laércio Lopes (PTB).

O teatro durou quatro horas. Começou em frente ao Parque das Hortênsias sobre um palco de 468m², onde os atores personificavam os personagens que fizeram parte da vida pública de Jesus até o momento de sua condenação. Após a sentença, quando o público fica em grande comoção, Jesus carregou a cruz pelas ruas da região central de Taboão até o Morro do Cristo, onde ficou concentrado o maior número de pessoas e também ocorreu a sua crucifixão.
Monsenhor Aguinaldo de Carvalho, pároco do Santuário Santa Terezinha, foi quem conduziu a procissão ao Morro do Cristo, local onde foi encerrada a encenação com o ato de ressurreição sob queima de fogos. Segundo o monsenhor, a apresentação foi além das expectativas. “Foi um evento maravilhoso, a Paixão de Cristo a cada ano cresce na cidade e cresce a paixão interior no coração de cada um de nós, dos munícipes, de todo o povo de Taboão da Serra”, disse.
Laércio, também secretário de Cultura, que acompanhou todo a apresentação desde o Parque das Hortênsias até a finalização no Morro do Cristo, elogiou a encenação e disse que foi a melhor que já acompanhou. “A gente fica muito apreensivo, mas essa [encenação] eu acho que de todas que eu já acompanhei, e há muito tempo acompanho, foi a melhor, tanto no que se refere aos atores muito bem treinados quanto ao som e à iluminação”, disse o vice-prefeito.
O prefeito Fernando Fernandes não compareceu à encenação neste ano porque estaria doente. “Eu liguei para ele, mas ele está com faringite, com febre, e realmente não ia conseguir vir”, disse Laércio ao VERBO. Apenas o vereador Cido da Yafarma (DEM), presidente da Câmara Municipal, que aprecia teatro, esteve presente e acompanhou atentamente a apresentação de fé e arte desde o início. Assistiu também à dramatização o secretário João Medeiros (Educação).


A 59ª Paixão continuou a encantar. “Achei lindo, a parte que mais gostei é quando ele ressuscita”, disse Daniela Mesquita, moradora do bairro Santa Luzia, vizinho ao Morro do Cristo, logo após o término do espetáculo. Donizetti Oliveira, morador do Campo Limpo e que assistiu ao ato ao lado da mulher e filhas, destacou os últimos instantes de Jesus. “Eu gostei mais do momento das crucificações, foi emocionante o diálogo entre Jesus e os ladrões”, disse.
Clayton Novaes, ator que interpretou Jesus, disse que a encenação idealizada desde dezembro teve êxito, com o público receptivo ao personagem histórico que institui o reino de amor. “O nosso objetivo foi atingido e espero que as pessoas tenham gostado do trabalho”, disse. Ele viveu Cristo pelo quinto ano e o terceiro consecutivo e não tem planos de participar da encenação em 2016, a 60ª edição. “Ano que vem estou passando a coroa para o próximo”, completou.
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