ALCEU LIMA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes
Um homem de 26 anos foi preso na segunda-feira (7) suspeito de matar o maquiador e influenciador digital Glau Duarte, em Ubatuba (litoral norte de SP). Ele estava em Taubaté (SP), onde mora. Segundo a Polícia Civil, o rapaz tinha marcado um encontro por aplicativo de namoro, mas com a intenção de roubar. Na ação, terminou agredindo a vítima até a morte. Ele vai responder por latrocínio. Glau tinha 31 anos e era morador de Embu das Artes.
Glau foi atacado na noite de 19 de janeiro, quando passava férias com amigas em Ubatuba. Ele teria estendido a estadia na cidade para conhecer um homem com quem vinha trocando mensagens por um aplicativo de encontros. Com roupas femininas, ele foi encontrado desacordado, com sinais de espancamento e seminu na praia do Itaguá. Chegou a ser levado à Santa Casa de Ubatuba, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã do dia seguinte.
O rapaz confessou o crime, segundo os policiais. Ele já tem passagens pela polícia. Mas uma outra pessoa também é suspeita do assassinato. Com o auxílio de câmeras de segurança, os investigadores descobriram que dois homens encontraram Glau e depois foram vistos descartando objetos em ruas próximas ao centro de Ubatuba. Em buscas nos locais identificados, eles encontraram as chaves da vítima e a arma usada no crime, uma estaca de madeira.
O homem preso disse que a agressão ocorreu pelo encontro ter dado errado. Alegou que descobriu no local que Glau era, na verdade, um homem. A polícia não acredita na versão. “O que a gente tem convicção é que ele estava marcando o encontro com a vítima já de forma intencional para o roubo. Só que quando a vítima chegou naquele dia, ela estava vestida de mulher e despertou a ira deles e intensificou as agressões”, disse o delegado Ricardo Mamed.
Empreendedor, Glau atuava com lojas de itens de beleza com famosos. Ele tinha quase cem mil inscritos em canal de maquiagem e mais de 100 mil seguidores no Instagram. Em meio à repercussão da morte, familiares e amigos apontaram homofobia. Apesar de dizer que Glau vestido de mulher “intensificou” a violência, o delegado descartou a hipótese ao apurar o esquema para o roubo. A polícia investiga a identidade do segundo homem envolvido no caso.





