Taboão da Serra chega à 900ª vítima do coronavírus, um homem de apenas 38 anos e saudável

Especial para o VERBO ONLINE

UPA Akira, que em 2 meses teve mais de 100 mortes por covid e contribuiu para a marca de 900 vítimas; Aprígio vistoria privada após não pedir UTI | PMTS/Verbo

ALCEU LIMA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra

Taboão da Serra chegou à marca de 900 mortes por covid-19 ao registrar mais dois óbitos pelo coronavírus, nesta quarta-feira (27). A 900ª vítima é um homem de 38 anos saudável. Nos nove meses de pandemia em 2020, Taboão registrou 356 baixas. No mesmo período deste ano, notifica 544 e atinge mais que o dobro do primeiro ano de incidência do Sars-CoV-2, em descontrole da doença sob o governo Aprígio (Podemos). A cidade conta 16.578 casos.

Portanto, as duas vítimas registradas entre moradores de Taboão (sexo, idade, comorbidade e local de óbito) são:
– 899ª – mulher, 19 anos, cirrose hepática – Hospital São Paulo/Unifesp, em São Paulo;
– 900ª – homem, 38 anos, sem comorbidades – Hospital Geral de Vila Penteado, em São Paulo.

A morte da jovem de 19 anos ocorreu em 15 de agosto. O rapaz veio a óbito em 22 de agosto. De 899 vítimas (a 340ª não teve perfil relatado), Taboão registra óbito por covid-19 de 517 homens e 382 mulheres – 60 a 69 anos (248), 70 a 79 (204), 50 a 59 (155), 80 ou mais (116), 40 a 49 (99), 30 a 39 (53), 20 a 29 (14), 0 a 9 (seis) e 10 a 19 (quatro). Nesta quarta (27), UPA Akira Tada tem um paciente com coronavírus internado. Os curados são 15.678.

Taboão teve período mais crítico em março e abril. Nos dia 5 a 8 de março, entrou em colapso com a morte de 11 pacientes por covid-19 na UPA sem UTI e se tornou a primeira cidade no Estado a ter óbito pela doença por falta de leito intensivo, com repercussão nacional e na CNN Internacional. Em 10 e 11 de abril, morreram mais sete na UPA, 14 na semana. No dia 13, a gestão festejou “fila zerada” por UTI – zerou pelos pacientes agonizarem até a morte.

Leito de UTI é ofertado pelo Estado, mas as prefeituras podem criar ou pleitear vagas. No dia 10 de março, Aprígio chegou a ir ao Palácio dos Bandeirantes cobrar leitos, mas se negou a participar de reunião devido à presença do ex-prefeito Fernando Fernandes (PSDB), por “picuinha” política. Ele se limitou a esperar vaga – “assistir” às mortes na UPA. No dia seguinte, ele foi vistoriar escola, fechada na pandemia – puxou corda de descarga danificada.

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