‘Aprígio é mentiroso, precisa de psiquiatra e não sabe ser prefeito’, diz Buscarini

Especial para o VERBO ONLINE

Buscarini diz que recebeu a decisão de Aprígio de romper com indignação e rechaçou as acusações do prefeito de tramar golpe aliado a Fernando | Reprodução

ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra

O vice-prefeito José Vicente Buscarini (PSD) concedeu nesta quarta-feira (22) entrevista à imprensa em que rechaçou que tramava golpe contra o prefeito Aprígio (Podemos) e o ameaçou de morte e disse desconhecer o motivo para Aprígio romper com ele, mas citou que o deixou incomodado ao cobrar que cumprisse compromissos de campanha. Buscarini afirmou que Aprígio é “mentiroso”, “precisa de um psquiatra” e “não sabe ser prefeito”.

Buscarini rebateu todas as acusações de Aprígio e disse receber a decisão do rompimento com “muita indignação, como ato de covardia”. Ele refutou conspiração e em aliança com o ex-prefeito. “Ele me acusou de fazer gestão de um golpe – olha a palavra pesada que o cidadão usou. O meu relacionamento com o senhor Fernando Fernandes é zero, não converso com ele desde 2008. E o ‘seu’ Aprígio sabe disso. Ele é um cidadão, hoje, mentiroso”, disse.

Buscarini disse, porém, não ter inimigo na política, mas adversários, e que Aprígio que sempre rompeu com quem se relacionou ao se considerar “mais uma vítima”. Ele lembrou que o prefeito foi aliado de Fernando e hoje o tem como “inimigo número 1” e também fez aliança com Evilásio Farias, Luiz Lune e Moreira e passou a ver os três como “desafetos”. “O ‘seu’ Aprígio me coloca hoje como inimigo, alguém que o ajudou a se eleger”, reprovou.

Buscarini refutou também a acusação de Aprígio de ter ameaçado desistir da aliança por vaidade ou por mirar a cadeira de prefeito. “Perguntei se ele tinha feito acordo com o Ney Santos. Ele falou ‘não, magina, só vai nos atrapalhar’. Ganhamos a eleição, ele vira para mim e fala ‘eu tenho compromisso para deputado federal com Ney’. Após ganhar a eleição, ele mostra a cara. Eu quis romper por não aceitar os acordos escusos que ele faz”, acusou.

O vice reagiu à fala de Aprígio de que não o conhecia bem e indicou ser despreparado. “Quem tocou a campanha toda fui eu, o ‘seu’ Aprígio foi para a rua 45 dias, e quando foi começamos a ‘derreter’ [cair nas pesquisas]. Mas ele sempre falou ‘a experiência do Buscarini é importante, ele vai governar comigo’. E disse que não me conhecia? Mas ele ficou incomodado quando as pessoas na rua falavam que ele ia ganhar a eleição comigo como vice”, disse.

Buscarini também atacou a alegação de Aprígio de que o derrubaria. “Em política não se diz ‘ouvi falar’. Dê nomes”, desafiou. Ele citou que um “linguarudo” ouvido por Aprígio é o genro, Wagner Eckstein Junior. “Ele é competente no que faz, como presidente da cooperativa. Ele não pintou o prédio da prefeitura ainda, que está uma indecência. Já a nova sala do secretário de Administração tem café de máquina, frigobar novo, tudo pintadinho, lindo”, ironizou.

Ele disse desconhecer o motivo para o rompimento, mas citou incômodo do prefeito. “A Regional é compromisso nosso que ele não vai honrar. Está levando de barriga, o prédio está alugado desde junho. Estou apertando. Está incomodado”, afirmou. Ele indicou também que Aprígio ficou contrariado ao levar pauta de reivindicações do funcionalismo. “Os funcionários votaram no Aprígio por causa do Buscarini. Estão hoje órfãos”, comentou.

Buscarini disse que foi exposto no anúncio do rompimento. “Ele reúne 12 vereadores, pede que a minha esposa esteja presente, e alguns secretários, e simplesmente diz que ‘resolvi [romper], venho matutando isso há 90 dias’. Isso é um ato cafajeste de um homem que não tem caráter, não sabe ser prefeito, uma mente tão curta e estreita. Ele tem o hábito da covardia, faceta que eu não conhecia. Hoje tenho muita dó do ‘seu’ Aprígio”, disparou.

“O ‘seu’ Aprígio precisa de tratamento, precisa de um psiquiatra. Ele acha que as pessoas ao redor dele vão roubar, desconfia dele mesmo. Cultiva o ódio. Isso me deixou extremamente estarrecido. Olha a política sempre para trás, nem é no retrovisar, ele anda para trás”, disse. O vice citou a exoneração de aliados. “Olha a crueldade do cidadão, ele mandou todas as pessoas embora por telefone, muitas deixaram o seu emprego para servir o governo”, falou.

Buscarini disse, porém, não considerar Aprígio inimigo, mas rebateu outra acusação, ao ter falado que o vice tem que estar a par da gestão para o caso da ausência do prefeito. “Agora ele está dizendo que vou mandar matá-lo. Eu não ando de carro blindado, não tenho segurança da polícia armado. Quem tem que ter medo sou eu, quem declarou que sou inimigo foi ele. Eu não sou inimigo do ‘seu’ Aprígio. Até porque ele é muito pequeno, fraco”, disse.

Ele frisou ter mandato até 2024, mas não fará oposição. “Eu me orgulho de ter dado oportunidade ao ‘seu’ Aprígio de realizar o sonho que nunca conseguiu sozinho. E ele me tira da administração como se fosse empregado dele. Não sou. Mas se precisar de ajuda, não vou negar. Ele precisa, não tem experiência e está cada vez mais perdido. É como a criança que ganha um brinquedo e não sabe nem ligar. Quando aprender, acabou o mandato”, declarou.

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