Egydio racha com Aprígio e tem comissionados exonerados após ser ‘enquadrado’ por Luzia e Junior

Especial para o VERBO ONLINE

Egydio, que teve os 20 funcionários exonerados por Aprígio após não aceitar ser 'enquadrado' pelo genro do prefeito e de Luzia, Junior, por legislar | Divulgação

ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra

Principal aliado de Aprígio (Podemos), o vereador André Egydio (Podemos) rachou nesta quarta-feira (11) com o governo após ser retaliado pelo prefeito por orientação da primeira-dama e vereadora Luzia Aprígio (Podemos) e pelo secretário Wagner Eckstein Junior, genro de Aprígio, em episódio que está gerando grande “convulsão” na prefeitura. Egydio teve os comissionados exonerados após propor um projeto e “invadir” a área de Luzia.

Egydio propôs uma emenda a um projeto do colegiado para equipar a Vigilância Sanitária, mas a mulher do vereador é responsável pelo órgão, o que gerou “ciumeira”. Luzia fez uma foto da proposição do colega e enviou ao genro. Segundo o VERBO apurou, Junior ligou para Egydio e o censurou, ao dizer que o vereador tinha que comunicar o governo e estava “legislando em causa própria”. Egydio disse que não tinha que avisar “nada”.

Em resposta ao governo, Egydio teria dito que, pelo mesmo raciocínio, Luzia “legisla em causa própria o ano inteiro, já que é a mulher do prefeito”. O núcleo duro aprigista se melindrou. Como resultado, Aprígio exonerou todos os comissionados indicados por Egydio na prefeitura, 20 cargos – apontado como “marionete” nas mãos de Junior e do secretário Mario de Freitas (Governo), o prefeito retaliou o antigo aliado por “birra”, segundo interlocutores.

Os vereadores governistas – agora 11 dos 13, sem Egydio – ficaram assombrados com a rusga e se movimentaram para “apagar o incêndio”, ao previrem abalo ainda maior no governo com base de sustentação considerada já frágil. Eles estão reunidos desde o início da manhã na prefeitura para “reverter” a decisão, para que o prefeito volte atrás na exoneração dos livre-nomeados de Egydio e o vereador seja reconduzido pelo Executivo à base governista.

Com os vereadores “ocupados”, a Câmara anunciou no início da tarde, em cima da hora, o adiamento de audiência da CPI da Covid, que ocorreria às 15h. Com Egydio em “colisão” com o governo, os indicados do vereador sentiram o “tratamento” dispensado a quem “ousa” discordar dos aprigistas – um ouviu “me dá o crachá e volta para receber no dia 31”. Procurado pelo VERBO, Egydio preferiu não falar por ora. “No momento certo darei entrevista”, disse.

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