Secretaria de Saúde confirma mais 2 óbitos, e Taboão soma 818 vidas perdidas para o coronavírus

Especial para o VERBO ONLINE

UPA Akira Tada, onde 126 pacientes morreram sem assistência de UTI desde 5/3, contra 44 em 9 meses de pandemia em 2020; Taboão conta 15.819 casos | Verbo

ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra

A Secretaria Municipal de Saúde de Taboão da Serra confirmou nesta quinta-feira (22) mais duas mortes por covid-19. Com as novas baixas, o município soma 818 vítimas da doença – nesta quarta-feira (21), não tinha computado óbito, um fato raro nos últimos quatro meses, depois de notificar um na segunda-feira e quatro na terça-feira. Em nove meses de pandemia em 2020, Taboão teve 356 mortes. Em seis meses neste ano, já relata 462, 29% a mais.

As duas últimas vítimas entre munícipes de Taboão (sexo, idade, comorbidade e local de óbito) são:
– 817ª – homem, 64 anos, diabetes e doença cardiovascular crônica – Hospital Emílio Ribas (óbito em 8/7);
– 818ª – mulher, 37 anos, diabetes – Hospital Municipal de Parelheiros (óbito em 13/7).

De 817 vítimas (a 340ª não teve perfil relatado), Taboão registra a morte por covid-19 de 467 homens e 350 mulheres – 60 a 69 anos (236), 70 a 79 (182), 50 a 59 (137), 80 ou mais (108), 40 a 49 (92), 30 a 39 (44), 20 a 29 (10), 0 a 9 (seis) e 10 a 19 (2). Agora, o município tem taxa de mortalidade pela doença de 278,56 mortes por 100 mil moradores, a mais alta da região (oito cidades) – a segunda maior taxa local é de 249,20 óbitos (Cotia, 632 mortes).

Taboão registra 6 novos casos por dia de média móvel nos últimos sete dias (42 no total), 29% a menos ante a média de 14 dias atrás, de 8,42 diagnósticos (59 ao todo). E uma morte por dia (sete no total), 63% a menos do que a média há duas semanas, de 2,71 (19 vítimas). Os casos e óbitos têm queda – o VERBO projetou os casos e óbitos em 9 de julho, já que a gestão Aprígio omitiu boletim na data. Os casos totalizam 15.819. Os curados, 15.001.

Nesta quinta-feira, até o início da noite, a UPA Akira Tada tinha 11 internados, sete na enfermaria e quatro na emergência, nenhum estaria intubado. Dois receberam alta. A prefeitura não conseguiu a transferência de nenhum paciente para UTI, mas tinha dois internados à espera de vaga. Desde 5 de março, 126 pessoas já morreram na UPA sem UTI. A gestão Aprígio conta 67, para as quais pediu vaga. Em nove meses em 2020, a UPA teve 44 óbitos.

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