ALCEU LIMA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra
Taboão da Serra registrou mais sete mortes por covid-19 nesta semana e soma 768 vítimas, em panorama ainda crítico sob o governo Aprígio (Podemos). Na terça-feira (22), a Secretaria Municipal de Saúde confirmou mais quatro óbitos. Na quarta (23), relatou mais três. Na quinta-feira (24) e nesta sexta (25), o município não notificou novos casos fatais, algo incomum nos últimos três meses. Contudo, mais dois pacientes morreram na UPA Akira Tada.
As sete novas vítimas de covid-19 entre moradores de Taboão (sexo, idade, comorbidades e local de óbito) são:
– 762ª – mulher, 86 anos, diabetes e cardiopatia – Hospital Adventista de São Paulo (óbito em 10/6);
– 763ª – mulher, 73 anos, cardiopatia – Hospital do Campo Limpo (óbito em 3/6);
– 764ª – mulher, 77 anos, sem comorbidades – Hospital Geral do Pirajuçara (óbito em 4/6);
– 765ª – mulher, 71 anos, sem comorbidades – Hospital e Pronto Socorro Portinari (óbito em 18/4);
– 766ª – homem, 68 anos, sem comorbidades – UPA Akira Tada (óbito em 18/6);
– 767ª – mulher, 61 anos, diabetes e doenças cardiovascular e renal crônicas – UPA Akira Tada (óbito em 15/6);
– 768ª – mulher, 45 anos, sem comorbidades – UPA Akira Tada (óbito em 18/6).
De 767 vítimas (a 340ª não teve perfil divulgado), Taboão registra a morte por covid-19 de 437 homens e 330 mulheres – 60 a 69 anos (228), 70 a 79 (178), 50 a 59 (124), 80 ou mais (104), 40 a 49 (81), 30 a 39 (35), 20 a 29 (nove), 0 a 9 (seis) e 10 a 19 (duas). Com 15.521 casos, o município tem taxa de mortalidade pela doença de 261,53 mortes por 100 mil habitantes, a mais alta da região (oito cidades) – a segunda maior local é de 233,82 óbitos (Cotia).
Taboão registra 25 casos por dia de média móvel nos últimos sete dias (175 no total), 2% a menos em relação à média de 14 dias atrás, de 25,42 (178 diagnósticos). E 1,71 mortes por dia (12 ao todo), 9% a mais do que a média há duas semanas, de 1,57 (11). Dentro do limite de 15%, os casos e os óbitos estão em estabilidade, em sinal de desaceleração – o VERBO projetou os dados em 5 e 12 de junho, já que nas datas a gestão Aprígio omitiu boletim.
As mais recentes vítimas na UPA são dois homens, um de 69 anos que morreu na terça-feira (22) – ele deu entrada às 22h30 do dia anterior em estado muito grave e chegou a ser inserido na fila por UTI na central de vagas (Cross) -, e um de 77 que faleceu nesta sexta (25) – chegou também em estado “gravíssimo”, segundo a gestão Aprígio. Nesta sexta à noite, a UPA estava com 18 internados na enfermaria e nenhum na emergência. Um paciente teve alta.
Nos nove meses de pandemia em 2020, Taboão registrou 356 mortes. Em cinco meses, já notifica 16% a mais – 412. Desde o colapso em 5 de março, 120 pessoas morreram na UPA sem UTI. A gestão considera 67, por contar só as vítimas que incluiu na fila, mas as demais poderiam ter resistido com UTI à disposição. A gestão Aprígio diz que nesta sexta-feira conseguiu a transferência de quatro pacientes e nenhum internado estava aguardando UTI.





