Taboão registra mais seis vítimas da covid-19 em 48h, cinco abaixo de 60 anos; novos casos dobram

Especial para o VERBO ONLINE

UPA Akira Tada, referência para pacientes com covid em Taboão; cidade passou a registrar 738 mortes pela doença e quase 15.100 casos | Adilson Oliveira/Verbo

ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra

Taboão da Serra registrou mais seis mortes por covid-19 em 48 horas e passou a somar 738 vítimas no total, em descontrole da pandemia sob o governo Aprígio (Podemos). A Secretaria Municipal de Saúde confirmou um óbito nesta terça-feira (8) e mais cinco só nesta quarta (9). O município já notifica em junho, em apenas nove dias, 24 vidas perdidas para o coronavírus, quase três por dia. Taboão conta 15.093 casos desde o advento da doença.

As seis novas vítimas de covid-19 entre moradores de Taboão (sexo, idade, comorbidades e local de óbitos) são:
– 733ª – mulher, 65 anos, diabetes – Hospital Emílio Ribas (óbito em 3/5):
– 734ª – homem, 59 anos, doença cardiovascular crônica – Hospital Santa Marcelina (óbito em 25/5);
– 735ª – homem, 55 anos, hipertensão – Hospital das Clínicas (óbito em 3/5);
– 736ª – mulher, 57 anos, doença cardiovascular crônica – Hospital e Maternidade Santa Maria Cruz Azul (óbito em 28/5);
– 737ª – mulher, 50 anos, doença cardiovascular crônica e diabetes – Santa Casa de São Paulo (óbito em 27/5);
– 738ª – homem, 55 anos, doença cardiovascular crônica e diabetes – Hospital de Parelheiros (óbito em 29/5).

De 737 vítimas (a 340ª não teve perfil relatado), Taboão conta a morte por covid-19 de 421 homens e 316 mulheres – 60 a 69 anos (219), 70 a 79 (172), 50 a 59 (118), 80 ou mais (102), 40 a 49 (76), 30 a 39 (33), 20 a 29 (nove), 0 a 9 (seis) e 10 a 19 (duas). A cidade tem taxa de mortalidade pela doença de 251,31 mortes por 100 mil habitantes, a mais alta da região (oito cidades) – a segunda maior é de 220,02 (Cotia) -, acima também da do Estado (250,51).

Taboão registra 29,28 casos por dia de média móvel nos últimos sete dias (205 no total), 103% a mais em relação à média de 14 dias atrás, de 14,42 (101 diagnósticos). E 2,42 mortes por dia (17 ao todo), 29% a menos do que a média há duas semanas, de 3,42 (24 vítimas). Após quedas expressivas, os novos casos têm disparada. Os óbitos caem, mas o aumento de confirmações pode resultar em mais internações com possibilidade de novas baixas.

O alto registro de mortes por covid-19 neste ano se deve aos óbitos quase diários na UPA Akira Tada. Desde 5 de março, 111 pessoas morreram na unidade sem UTI. A gestão Aprígio considera 63, por contar apenas as vítimas às quais pediu vaga, mas as demais poderiam ter sobrevivido com UTI à disposição. Na pandemia inteira em 2020 a UPA teve 44 óbitos. Em 2020, Taboão registrou 356 mortes. Neste ano, em apenas cinco meses, já notifica 382.

Apesar do quatro alarmante, Aprígio não anuncia nenhuma ação efetiva contra o agravamento da doença nem sequer se pronuncia para reforçar junto à população medidas de proteção. Na vacinação, Taboão segue entre os cerca de cem últimos – está estacionado no 533º lugar, entre 645 cidades do Estado. Na noite desta quarta, a UPA tem 39 internados, 29 em leitos de enfermaria e dez na emergência, dois intubados. Um paciente recebeu alta.

TABOÃO NA VACINAÇÃO CONTRA COVID-19 (SÓ 21,6%, 1ª DOSE; 10%, 2ª) – ENTRE CERCA DE CEM ÚLTIMOS

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