ALCEU LIMA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes
A Companhia Pró-Habitação de Embu das Artes (espécie de secretaria) está sem chefia. Maria Serrano, que foi nomeada presidente-secretária no mês passado pelo prefeito Ney Santos (Republicanos), deixou o cargo. Na atual gestão, a companhia tem como marca atrasar sistematicamente o pagamento de bolsa-aluguel a famílias sem moradia e abrigar funcionários “fantasmas” – teve os primeiros anos de gestão reprovados pelo Tribunal de Contas.
Serrano alegou problema de saúde para não seguir na Pró-Habitação. Conforme um membro do governo, ela deixou o cargo há cerca de dez dias. Antes, mudou o horário de expediente para 9h às 18h – já retornou para 8h às 17h – e dispensou cerca de dez funcionários, mas ao menos quatro já não apareciam para trabalhar (“fantasmas”), desde a gestão de Alcionei Miranda. O secretário Aniello Parzialle (Jurídico) deve assumir, em acúmulo de função.
Serrano era secretária-adjunta da Saúde, em gestão marcada por morte de dez pacientes sob negligência. Foi alvo de denúncia de receber dinheiro de médicos estrangeiros em troca de trabalhar na prefeitura e alterar folhas de ponto para ficar com parte do salário dos contratados, além de assédio moral contra profissionais. Com covid-19, ela teve atendimento “VIP” no Vazame – foi de ambulância-UTI para casa e teve cuidados exclusivos em domicílio.
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