Professor, servidor público e ex-secretário de Cultura, Dilson Cruz era ‘brilhante’, diz enteada

Especial para o VERBO ONLINE

Graduado e pós-graduado em história, secretário de Cultura no fim de 2016, Dilson Cruz morreu nesta 2ª-feira (28), aos 54 anos, de infarto | PMETEA/Divulgação

ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes

O professor, servidor público e ex-secretário de Embu das Artes Dilson Cruz morreu nesta segunda-feira (28), aos 54 anos, de infarto fulminante. Ele passou mal quando estava no caixa eletrônico de um supermercado no Jardim Santa Tereza, quase em frente à residência. Chegou a ser socorrido pelo Samu e dar entrada no Pronto-Socorro Central, mas não resistiu. Dilson nasceu em Porteirinha, em Minas Gerais, mas morava em Embu havia 40 anos.

Formado em história e pós-graduado em história do Brasil e da América, Dilson era professor concursado do Estado há mais de 25 anos. Ex-alunos expressaram consternação pela morte do mestre. “Tenho certeza que estava planejando aulas de como contar esta loucura que estamos vivendo atualmente, e com toda certeza ia ser uma ótima aula futuramente […] Você fez parte da minha formação no ensino médio”, postou Isabela Bezerra.

Dilson trabalhou por mais de dez anos na prefeitura. A partir de 2014, como coordenador, cuidou dos projetos da Secretaria de Cultura. Em dezembro 2016, no fim do governo Chico Brito, foi secretário. “O que eu admirava no Dilson era ele separar bem a questão partidária do profissional. Sempre muito competente e pronto a auxiliar quem estava ao seu lado com seu conhecimento”, disse Rosana Almeida, que o sucedeu na pasta em 2017.

Dilson era filiado ao PT e apoiou a candidatura de Rosângela Santos a prefeita. “Era um companheiro de luta, sua bandeira era a cultura”, disse o presidente do PT de Embu, Gabino Silva. Neste ano, postulante a vereador, o educador e ativista cultural chegou a ter o nome aprovado em convenção partidária, mas decidiu não efetivar a candidatura por motivo de saúde. Ele sofria de insuficiência cardíaca após já ter sofrido infarto havia três anos.

“Ele contribuiu imensamente para a cultura de Embu. A cultura e a educação, para ele, eram os pilares de uma sociedade, de tudo. Tinha três anos que ele estava com esse problema, cada dia mais a mobilidade dele ia ficando mais reduzida”, contou a enteada Brenda Santos, que o considerava, porém, um pai, como os três irmãos. “Ele tinha quatro filhos do coração [enteados], ele estava com a minha mãe já há 18 anos, viu a gente crescer.”

“Ele era brilhante. Como professor, como historiador, como pessoa”, disse Brenda. Diante de alguém com tantas qualidades, ela vai lembrar de Dilson ao fogão. “Ele cozinhando, querendo que todo mundo comesse, sempre com muita fartura. Dizia que era master chef. E depois da inteligência dele. Que era maior que ele. Poderia escrever sobre qualquer tema”, destacou. Além da mulher Silvana Santos e dos enteados, ele deixa dois netos – do coração.

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