ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra
O candidato a prefeito de Taboão da Serra Daniel Bogalho (PSDB) quer na área de segurança pública estender o sistema de videomonitoramento, com ampliação “para dentro dos bairros”, valorizar a Guarda Civil Municipal com melhor salário e mais estrutura e aumentar o efetivo da GCM conforme o orçamento. Ele pretende manter as atuais bases, mas não implantar mais. Em vez da “sensação de segurança”, vai reforçar a vigilância por câmeras.
Daniel destaca o sistema de vídeo implantado pelo governo Fernando Fernandes (PSDB). “O Fernando deu um passo importante. Foram instaladas 68 câmeras, e melhorou muito o combate à violência. O nosso compromisso é ampliar, colocar [câmeras] nos bairros também, não só nas vias principais e nos pontos de divisa, como tem hoje. É levar para dentro dos bairros, principalmente os lugares com grande concentração de roubo”, afirma o candidato.
Daniel se compromete com conjunto de ações de valorização da GCM. “Temos o compromisso também de fazer a valorização da nossa Guarda Civil Municipal, não somente através de recurso [salário], mas ainda de capacitação, mais armamento, mais estrutura para que, de fato, a Guarda possa realizar o melhor trabalho no município”, diz. Ele pondera para “nunca esquecer que a principal responsabilidade da segurança é do [governo do] Estado”.
“O Estado é representado pelas polícias Civil e Militar. A gente tem que continuar cobrando para que cada vez mais venham para o município. Eu sinto que em alguns momentos, quando o município investe em algum segmento, o Estado recua um pouco, deixando o município assumir o papel principal. A Guarda hoje vem assumindo o papel principal. A gente não pode esquecer de cobrar o Estado para fazer segurança com eficiência no município”, diz.
Daniel diz que elevará o contingente de GCMs, com critério. “Hoje, o efetivo, se não me engano, é de 274 guardas. Não é o suficiente, porém não adianta fazer o compromisso de dobrar ou ampliar com números exorbitantes só para se fazer política, como vejo muitos fazendo. Quando o Fernando assumiu em 2013, esse número é de 130 guardas. Tenho compromisso, sim, de ampliar, mas dentro da realidade e do orçamento da cidade”, garante.
Ele diz que as bases da GCM existentes permanecerão, “principalmente as que estão em ponto de divisa com São Paulo”, mas a prioridade é ter os GCMs nas ruas. “Não sou a favor, a base retém o nosso efetivo, por ter sempre pelo menos dois guardas nela. Não vejo tanta efetividade da base, acredito que [dá] mais sensação de segurança, e não segurança de verdade. E o que a gente quer não é dar sensação, mas fazer segurança que funcione”, salienta.
“O que tem hoje dá para manter, mas falar em novas construções de base, talvez em [locais de] grande concentração de comércio”, reforça, para enfatizar que a prioridade será a vigilância eletrônica. “Em outros pontos mais residenciais, a gente precisa investir no monitoramento. Mais do que com a base, a pessoa [suspeito] vai ser acompanhada com um sistema de monitoramento 24 horas que tenha acesso rápido à ronda da região”, afirma.





