Geraldo quer escola em tempo integral, ‘recuperar’ ensino após pior Ideb e valorizar profissionais

Especial para o VERBO ONLINE

Com o candidato a vice Maestri (Podemos) (à esq, de pé), o prefeiturável Geraldo (PDT) apresenta propostas a eleitores em casa no Mimás | Adilson Oliveira/Verbo

ALCEU LIMA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes

O candidato a prefeito de Embu das Artes Geraldo Cruz (PDT) tem como propostas na educação retomar projetos pedagógicos que criou quando governou a cidade, entre 2001 e 2008, colocar creches e também escolas municipais de ensino fundamental nos anos iniciais para atender em período integral, “resgatar” a formação dos professores e “recuperar o nível” de aprendizagem dos alunos – Embu passou a amargar a pior nota da história da rede no Ideb.

Embu teve no Ideb 2019, o mais recente, divulgado neste ano, nota de 6,0, quando a meta era 6,1 – é a primeira vez em sete avaliações que não alcança a nota mínima. Geraldo diz que, se eleito, vai voltar com programas como o “Embu na Onda do Mar” e “Letras e Livros”. “Vamos resgatar os projetos que implantamos em 2001, resgatar a formação dos professores e recuperar o nível dos nossos alunos para ser um dos melhores do Brasil”, promete.

“Vamos melhorar a estrutura das nossas escolas, rever o plano de carreira dos professores, dos trabalhadores da educação, mas acima de tudo garantir uma educação inclusiva, com perspectiva profissional, trazendo cursos técnicos para a cidade”, enfatiza Geraldo. Ele fala ainda em retomar o projeto da Unifesp em Embu. “Vamos trazer o campus da universidade federal, que foi criado em 2008 e não foi implantado na cidade”, afirma o pedetista.

Geraldo aponta como prioridade a educação das crianças de menos de 1 ano até a idade do quinto ano escolar. “As creches nossas, a partir de 2021, todas serão em período integral. As escolas municipais vão ter também, vamos garantir período integral, nos nossos quatro anos de governo. Quero, em quatro anos, não deixar nenhuma criança fora da escola, desde a creche até o ensino fundamental I, que é a nossa responsabilidade [do prefeito]”, diz.

Para zerar a fila de creche, Geraldo pretende construir novas unidades, mas “ainda não fiz um levantamento” de quantas serão necessárias no total, diz. Porém, já tem certeza sobre uma. “Vamos construir, mas primeiro vamos organizar as que já temos, não adianta construir com as outras bagunçadas. No Mimás vamos construir logo em seguida, porque no bairro não tem – tinha uma convenidada e fechou. Vamos construir em 2021”, afirma.

“Temos mais da metade das nossas crianças ainda fora do atendimento de creche. Não tenho um número exato, mas tenho a convicção de que temos um número muito pequeno de crianças atendidas, e a gente precisa colocar todo mundo na creche”, avalia Geraldo. No plano de governo que está distribuindo aos eleitores, ele fala em “erradicar o analfabetismo” – diz que reduziu a taxa dos que não sabiam ler e escrever em 36% quando prefeito.

Geraldo se compromete ainda “retomar o cursinho pré-vestibular” municipal. Ele diz que, ao lado do candidato a vice André Maestri (Podemos), quer fazer com que Embu volte a ser “referência na educação de qualidade e valorização dos profissionais” – o plano de governo diz que o candidato criou o kit de material escolar, a merenda “saudável”, o transporte escolar gratuito e construiu as escolas-modelo (estilo CEU) Paulo Freire e Valdelice Prass.

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