ALCEU LIMA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes
O segurança do guarda municipal e ex-secretário Denis Viana é condenado por porte de arma ilegal e na confusão no bar em que Denis morreu, no último dia 11, estava com uma pistola da Guarda Civil Municipal de Embu das Artes, irregularmente. Indagado sobre Rodrigo Barros Rodrigues estar com a arma da corporação, o prefeito e candidato à reeleição Ney Santos (Republicanos) chamou a atenção ao falar para bater na “cova dele” e perguntar.
Denis e Rodrigo estavam no bar Nilsinho Shows, no Jardim Flórida, em Embu, quando se envolveram em uma briga com três policiais militares, às 3h30 da madrugada. Um PM foi baleado na perna e o dono do bar, no pé e na bacia. Rodrigo foi baleado na cabeça, mas sobreviveu. Em depoimento, ele disse não ter porte de arma e que atirou primeiro, que gerou a troca de tiros com os PMs, e depois fez disparos “em direção a outros indivíduos armados”.
Além de não ter porte, Rodrigo não poderia estar com arma nenhuma em lugar nenhum. O segurança de Denis foi condenado por porte de arma ilegal em 8 de junho deste ano, em São Paulo. A juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira expediu “mandado de prisão para o acusado observando o regime imposto [aberto], com validade até 07/06/2024” em 14 de outubro, três dias depois do crime no bar. Rodrigo, obviamente, já sabia da restrição.
Rodrigo não podia portar arma, muito menos da GCM, por nunca ter sido um guarda municipal. Segundo o VERBO apurou, a arma em poder de Rodrigo era do GCM Miranda, pessoa muito próxima a Denis – “eram praticamente irmãos”, “onde um ia o outro estava”, descrevem GCMs. Após deixar o Hospital Geral do Pirajuçara, para onde foi socorrido, Rodrigo foi preso após audiência de custódia, mas solto na quinta-feira (22) pelo juiz Rodrigo de Godoy.
Apesar da decisão de soltura, Rodrigo teria sido o autor do disparo que feriu um dos PMs. Em depoimento, segundo o boletim de ocorrência, ele já admitiu ter atirado primeiro durante a briga no bar, mas não que atingiu o policial militar. Porém, conforme apurou a reportagem, o PM que foi ferido depôs que “um cara atirou nele”, o que indicaria ter sido Rodrigo – Denis, muito conhecido entre os agentes de segurança, seria reconhecido pelo PM.
No entanto, diante da hipótese de que Denis atirou no PM, e não Rodrigo, a defesa chegou a sustentar que o GCM estava desarmado, segundo apurou ainda este portal. Contudo, a arma de Denis foi apreendida no local – além da que estava com o segurança. Mas o Ministério Público já teria formado convicção e deve recorrer no Tribunal de Justiça para prender Rodrigo de novo, além de o denunciar por tentativa de homicídio qualificado por balear o PM.
Apesar do relaxamento do flagrante, Rodrigo, por ter sido condenado antes de se envolver em outro crime, é considerado foragido pela Justiça, por descumprimento do regime aberto. Porém, uma postagem passou a circular nas redes sociais com aviso de que o segurança está desaparecido desde que foi solto. Mas, ao ser indagado pelo VERBO sobre o segurança estar com uma arma da GCM, Ney deu declaração que sugere que Rodrigo está morto.
“Vai lá no cemitério, amigo. Bate na cova dele e pergunta pra ele”, disse Ney. Apesar de a família Viana acusar os PMs de executar Denis, o GCM tinha como segurança um condenado pela Justiça. Entre agentes das forças da segurança, a percepção é de que “um guarda precisar de um segurança condenado por crime e que estava com arma de um GCM é algo maluco” – “parte da GCM está a um passo da milícia, Ney conseguiu acabar com tudo”.
OUÇA ÁUDIO EM QUE O PREFEITO NEY SANTOS SUGERE QUE O SEGURANÇA DE DENIS VIANA ESTÁ MORTO





