ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes
EXCLUSIVO. Sete dias depois de ficar internada no hospital de campanha do Vazame, com covid-19, a secretária-adjunta de Saúde do governo Ney Santos (Republicanos) teve alta na tarde deste domingo (16), mais uma vez com privilégio. Após ocupar leito especial com ar-condicionado e ter atendimento “VIP”, com enfermeira exclusiva e à disposição 24h, Maria Serrano deixou a unidade de Samu tipo UTI e foi levada para casa – deixada dentro do lar.
Serrano foi liberada pelos médicos por volta de 14h e deixou o Vazame às 15h10 na ambulância do Samu (Alfa 1) “USA – Unidade de Suporte Avançado” (de “cuidados intensivos”). O VERBO flagrou. Quando a adjunta já estava na viatura, durante os preparativos para locomação, a reportagem perguntou a um dos socorristas (que estavam de EPI “roupa de astronauta”) se Serrano estava tendo alta. “Tá”, disse o profissional. “Falou, amigão”, completou.
A ambulância do Samu levou Serrano para uma casa do outro lado do município, distante 12 quilômetros do Vazame, na região central, no Jardim Novo Embu, na rua Saturno – a adjunta, que não mora em Embu, alugou o imóvel, segundo apurou este portal. Por volta de 15h30, a UTI-móvel estacionou em frente à residência e conduziu Serrano para dentro, na maca. A reportagem, que se deslocou até o local, também acompanhou a movimentação.
Conforme revelou este portal no sábado, segundo denunciante, Serrano tinha atendimento “cinco estrelas” no Vazame – a ponto de abrir mão de internação em hospital particular via convênio – com atuação da chefia do Samu. “A senhora Maria Serrano está tendo exclusividade lá, com enfermeira 24 horas só para ela. Inclusive, a enfermeira é a do Samu de Embu das Artes, a coordenadora-geral Denise”, disse uma fonte ligada ao governo.
“Está como acompanhante e não está comparecendo ao trabalho, deixando o serviço dela para estar lá. E poderia ser qualquer outra enfermeira, por que tem que ser ela? Por que ela [Serrano] tem esse privilégio? Será que os pais de família, moradores de Embu têm assistência 24 horas como ela está tendo? Estão fazendo tudo por baixo do pano, deve ter coisa errada. E está errado mesmo, tem que ser igual para todos. Mas infelizmente não é”, disse.
A reportagem consultou duas secretarias de Saúde de municípios da região para saber se o procedimento regular é transportar paciente que tenha tido alta até a casa. “Geralmente, a família vai buscá-lo”, resumiu uma médica. Uma enfermeira da outra cidade disse que apenas em caso excepcional a prefeitura transporta, “se a família não tem condições de ir buscar” – é pobre. “Não é protocolo paciente com alta médica ser levado de ambulância”, afirmou.
Mesmo após flagrar o tratamento especial de “ponta a ponta” dispensado a Serrano, a reportagem quis perguntar ao secretário Raul Bueno (Saúde) quando ela ia ter alta. Ele não respondeu. Também questionado, o secretário Alexandre Santos (Comunicação) foi óbvio. “Acredito que quando melhorar”, falou. Indagado então qual seria a previsão, ele, alheio sobre se tratar de figura do primeiro escalão do governo, disse: “Não tenho a mínima ideia”.
O VERBO flagrou o privilégio de Serrano até na hora de sair do hospital após nova denúncia. “A dona Maria Serrano teve alta agora lá do Vazame, e uma ambulância de UTI do Samu vai levar ela para residência dela. E por que usar uma UTI para essa regalia para ela? Paciente comum, munícipe não tem essa regalia. É um tapa na cara da gente, tantas pessoas precisam de uma ambulância, e eles pintando e bordando só para a turma deles”, disse a fonte.






Vcs não perdoam nem quem tá doente. Ao invés de criticar o tratamento supostamente especial a essa pessoa, deveriam é pedir tratamento igual para todos. Isso me lembra das pessoas que te vêem com um carro bom e pensam da seguinte maneira. Se eu não posso ter um carro igual ao dele, então nem eu e nem ele devemos ter, ao invés de seguir o exemplo de quem tem um carro bom, e tentar conquistar o mesmo pra si próprio.