Com 4 mortes e 136 infectados, São Lourenço registra aumento de novos casos de coronavírus

Especial para o VERBO ONLINE

Funcionário da prefeitura higieniza imediações da Câmara, no início do mês; São Lourenço da Serra relata 4 mortes, 136 infectados, mas 70 curados | Reprodução

ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em São Lourenço da Serra

São Lourenço da Serra registra quatro mortes por covid-19, a mais recente na semana passada. Teve o primeiro óbito pelo novo coronavírus notificado em 20 de abril. Depois, relatou a segunda vítima só um mês depois, em 19 de maio, e a terceira, também após 30 dias, em 19 de junho. Já a quarta morte, notificou na quinta-feira (23). São Lourenço tem taxa de letalidade de 3% com 136 casos, dado de quarta – a prefeitura não divulgou boletim ontem.

As primeiras mortes de munícipes foram de dois homens, de 36 e 56 anos, e uma mulher, de 67, todas ocorridas no Hospital Geral de Itapecerica da Serra, referência do município. Os três tinham pressão alta. Dois moravam no centro e um, na Barrinha – o jovem adulto de menos de 40 anos foi o primeiro caso fatal. A quarta vítima é outro homem, de 81 anos, do bairro do Despézio, que também veio a óbito no HGIS. Não foi informada comorbidade.

São Lourenço registrou na quarta-feira 3,85 novos infectados por dia, na média dos últimos sete dias (27 no total), aumento de 145% em relação a duas semanas atrás (média de 1,57 caso – 11 ao todo). A variação (bem) acima de 15% revela que os casos estão aumentando. O “Bom Dia São Paulo” (TV Globo) noticiou no dia 16 que na ocasião o município já registrava o segundo maior crescimento de casos na Grande São Paulo em duas semanas, de 75%.

Segundo o boletim de quarta, São Lourenço registra um óbito e 49 casos suspeitos, mas já descartou 276, e 70 pacientes que se curaram. Um estudo do Instituto Votorantim que analisou faixa etária da população, estrutura da saúde, leitos e respiradores disponíveis mostrou que o munícipio, com nota de 58,73, é a quarta cidade da Grande São Paulo com maior vulnerabilidade ao coronavírus – com mais chance de pegar e menos condições de tratar.

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