A Quaresma é o período de 40 dias, a partir da Quarta-feira de Cinzas, em que os católicos no Brasil se preparam espiritualmente para a Páscoa (paixão – sofrimento -, morte e ressurreição de Jesus). Ela não é apenas um tempo de penitência interna e individual, mas também externa e social, daí que a Igreja no país realiza na ocasião, desde 1962, a “Campanha da Fraternidade”, para mobilizar os fiéis para transformar uma realidade de exclusão em vida em plenitude.
A “CF” neste ano tem como tema a moradia. No “texto-base” (rico subsídio sobre o assunto), a Igreja diz que, “no Brasil, 6 milhões de famílias necessitam hoje de uma moradia, por estarem em habitação precária, em coabitação ou com aluguel excessivamente caro, o que representa 8,3% de domicílios existentes no país”. Acrescenta que outros 26 milhões de famílias “moram em situação inadequada (área de risco)” e ainda “existem mais de 300 mil pessoas vivendo na rua”.
A própria Igreja se interpela a fazer um “gesto concreto”, ou seja, orienta os católicos, onde residem, como comunidade, a ajudar famílias necessitadas de melhores condições de moradia. Em Taboão da Serra, o apelo vale também para as 11 paróquias locais. O vigário forâneo (representante das igrejas na cidade) é o padre Rogerio Santeri. Pela parte da Paróquia São José no Pazzini, da qual é o pároco, ele, com os fiéis, conforme conta, cumpriu a missão dada.
“Nós fizemos o gesto concreto de reformamos uma casa para uma senhora que cuida do neto. O menino é autista, e o barraco estava caindo. Reformamos toda a casa para ela”, afirma padre Rogerio. A CF-2026 retomou o tema – ainda urgente – de 1993, como registrou o VERBO na Paróquia São João Batista (Pirajuçara) à época. Ela finda neste domingo (29), com a “Coleta da Solidariedade” – ofertas nas missas país afora financiarão projetos sociais, inclusive de moradia.
> Colaborou o repórter Rômulo Ferreira, do VERBO





