A vice-prefeita de Taboão da Serra, Érica Franquini (Republicanos), defendeu publicamente no último dia 12 o chefe de gabinete do governo, pastor Marco Roberto da Silva, sobre ter sido preso por trafegar com placa da Câmara de Embu das Artes irregularmente – “adulterada”, não própria do carro particular que dirigia -, no dia 18 de fevereiro, no interior de São Paulo. Ela considerou o ato de Marco Roberto como “erro” e chegou a alegar não saber se tratar de crime.
A vice-prefeita fez a defesa do pastor Marco Roberto em discurso na inauguração do CapsI e Centro de Especialidades Odontológicas, na região do Pirajuçara. “[Pastor Marco] passou por um momento difícil, mas o que ele precisava era do nosso apoio. Porque todos nós estamos sujeitos a errar. Mas precisamos apoiar também quando as pessoas estão na dificuldade. É isso que o Daniel preza, a lealdade. O Daniel tem muito orgulho de você estar do lado dele”, disse Érica.
O VERBO questionou a vice-prefeita sobre a manifestação, ao lembrar que o pastor Marco Roberto não é vereador de Embu para circular com uma placa veicular institucional da Câmara da cidade vizinha e que o chefe de gabinete afirmou, em depoimento à polícia, que o dispositivo foi colocado, não por ele, na Prefeitura de Taboão, sem apresentar qualquer prova ou evidência. “De crime, eu não apurei… Se cometeu crime, ele teria que estar pagando. Se foi crime”, disse Érica.
A reportagem observou, sobre a dúvida da vice se o ato foi crime, que o pastor foi preso em flagrante – foi solto no dia seguinte depois de audiência de custódia. “A defesa que fiz é o quê? Todos nós somos… Eu odeio – vou ser sincera com você – quando a pessoa está na dificuldade, e todo mundo critica, ninguém estende a mão. Também já passei por muitas dificuldades, muita injustiça em vários momentos da minha vida e não tive ninguém para estender a mão”, disse.
“A defesa qu eu fiz ao Marco é em questão das críticas que teve, ele foi muito criticado. Eu acho que em momento de dificuldade, não tem só que criticar, tem que estender a mão”, prosseguiu Érica. Este portal indagou se as críticas da população por ele cometer um crime não eram justas. “Então… Eu não estou falando que ele está certo. Só estou falando que ele errou. Todos somos sujeitos a errar”, alegou. Mas, depois, falou: “Não estou falando que ele está certo ou está errado”.
Três dias depois do ocorrido, em 21 de fevereiro, pastor Marco fez um vídeo, segundo disse, “para dar uma posição” sobre o caso, mas não disse nenhuma palavra a respeito e alegou “perseguição”. Apesar de desgastar a gestão Engenheiro Daniel (União) com o escândalo, ele sequer se desculpou, mesmo ao não citar erro. Mas um assessor do prefeito se revoltou por Marco ter exposto a prefeitura ao falar que o crime foi cometido no local. “É um cara de pau e pilantra”, disparou.
Apesar de Érica ter falado que o prefeito se agrada em ter Marco no governo, Engenheiro Daniel no ato não fez qualquer defesa do chefe de gabinete e apenas o citou rapidamente, com aparente frieza. Segundo este portal apurou junto ao um assessor muito próximo do chefe do Executivo, Daniel ficou furioso com a conduta de Marco. Ele teria ficado mais contrariado ainda ao ter “bancado” a nomeação do pastor por ter sido alertado, antes, de que “o sujeito é encrenca”.





