A avenida Taboão da Serra, em Taboão, recebeu mais dois radares na última semana e passou a ter três, que já estão em funcionamento desde este domingo (1º), de acordo com a Secretaria de Mobilidade. Um aparelho está instalado no sentido Embu das Artes, próximo ao cruzamento com a avenida José Dini, na região central. O segundo se situa próximo à avenida Campinas, na Vila Iasi, e o terceiro, após o posto de gasolina 1000, na Vila Indiana, ambos no sentido São Paulo.
A avenida (antiga rodovia Régis Bittencourt), com seis quilômetros e meio de extensão em cada sentido (da divisa com a capital até com Embu), tem limite de 60 km/h. Muitos motoristas têm desrespeitado a máxima permitida e causado muitos acidentes na via, inclusive fatais. Em janeiro, o condutor de um caminhão colidiu com um carro e matou os quatro ocupantes a 120 km/h. No dia 20, um homem também em alta velocidade tirou a vida de dois jovens atropelados.
De acordo com a pasta, os radares foram instalados com base em dados de incidência de acidentes e outros “sinistros reportados”, além da viabilidade técnica de implantação. “Os pontos considerados foram selecionados por apresentarem maior risco de colisões e maior potencial de redução de conflito entre veículos e pedestres”, disse o secretário Marcos Paulo ao VERBO. Segundo ele, os três locais são vistos como “prioritários” para proteção de motoristas e transeuntes.
O prefeito Engenheiro Daniel (União) viu há um ano a necessidade de instalar radares na avenida Taboão. Ele explicou não visar aplicar multa, mas coibir o abuso e preservar vidas. “Eu sei que é uma questão polêmica, mas a gente precisa fazer isso. Inclusive, hoje mesmo, passando na [antiga] Régis, na minha frente, eu parei no farol vermelho, o cara que estava ao meu lado passou direto e atropelou um motoqueiro”, relatou, em 18 de março de 2025.
“O radar não é para arrecadar. É porque, infelizmente, temos um relatório grande já de acidentes que vêm acontecendo na [antiga] Régis. [Se] a gente não coloca numa rodovia que se tornou uma avenida tão perigosa, está sendo negligente”, afirmou Engenheiro Daniel. A mãe de uma vítima do duplo atropelamento disse que o motorista poderia ter evitado o pior se estivesse a 60 km/h. “Minha filha estaria no hospital se recuperando, não morta”, protestou.





