Vereadora Najara cobra apuração e defende exoneração de chefe de gabinete por placa adulterada

'É preciso ser aberta uma sindicância, uma investigação para entendermos o que está acontecendo', disse; ela falou ainda em 'afastamento' do pastor Marco do governo

Especial para o VERBO ONLINE

Chefe de gabinete pastor Marco Roberto, que foi preso por uso indevido de placa oficial; vereadora Najara na sessão em que pediu apuração do caso | Leandro Barreira-CMTS

A vereadora Najara Costa (PCdoB) cobrou na sessão na terça-feira (24) apuração sobre o ato do chefe de gabinete do prefeito de Taboão da Serra, Engenheiro Daniel (União), pastor Marco Roberto da Silva, de trafegar, indevidamente, com placa oficial do Legislativo de Embu das Artes. Ela defendeu que Marco seja “afastado” – exonerado. Ele foi preso em flagrante em Águas da Prata (SP), no último dia 18. O pastor alegou que a placa foi colocada em seu carro não por ele.

Em tribuna, Najara disse que foi indagada por munícipes indignados sobre o alto funcionário do governo ser preso com carro com placa oficial da Câmara de Embu “adulterada” e também teve “indignação”. “A chefia de gabinete expressa, justamente, aquela confiança [em relação ao prefeito], é um cargo de extrema confiança do Executivo”, observou. Ela indicou que a conduta, para além da esfera individual, macula o próprio município. “Isso expõe a nossa cidade”, lamentou.

Najara encaminhou um pedido de explicações ao Executivo sobre o ocorrido e disse que o caso exige uma apuração interna, embora acredite que Engenheiro Daniel não compactue com o desvio cometido pelo chefe de gabinete. “Mandei o ofício ontem [segunda-feira], indagando o prefeito. Eu tenho certeza que ele não coaduna com isso. Não queremos julgar ninguém, até porque todo mundo tem direito ao contraditário. [Mas] Isso precisa ser investigado”, afirmou.

“É preciso ser aberta uma sindicância, uma investigação para se entender o que está acontecendo”, reforçou Najara. “Sobre a defesa dele, de que não estava bem por conta da saúde mental, tomando remédios, isso precisa ser observado e, se possível, [determinar] o afastamento”, prosseguiu. Ela disse que a gestão pública “é feita de acordos”, mas indicou que não se pode tolerar “falhas” graves, senão “respinga na política” e nela os munícipes não acreditam mais.

No ofício enviado, Najara indaga: que medidas administrativas foram adotadas pelo Executivo; se foi instaurado procedimento interno para apuração dos fatos e eventuais responsabilidades; que providências estão sendo planejadas para grantir a transparência e preservar a credibilidade da gestão. Ela, da base do governo, afirma que “o questionamento tem caráter institucional” e visa a “ética pública”, “legalidade” e “confiança da população nas instituições municipais”.

VEJA PEDIDO DE ESCLARECIMENTOS DA VEREADORA NAJARA SOBRE O CASO PASTOR MARCO ROBERTO

Fonte: Mandato da vereadora Najara Costa

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