O chefe de gabinete do Executivo de Taboão da Serra, pastor Marco Roberto da Silva, disse na delegacia onde ficou preso que a placa “preta” de autoridade falsa que usava no carro que dirigia foi colocada em Taboão, no pátio da prefeitura. A afirmação gerou indignação no governo Engenheiro Daniel (União Brasil), conforme relato ao VERBO. Já moradores ouvidos pela reportagem querem a demissão imediata de Marco Roberto da administração municipal.
O chefe de gabinete foi preso na quarta-feira (18) em Águas da Prata (SP) por policias militares rodoviários de Minas Gerais após não obedecer a sinal de parada em Poços de Caldas (MG), na divisa dos dois Estados. Ele foi detido por dirigir carro com placa com brasão de Embu das Artes e a inscrição “001 Poder Legislativo Presidente” não verdadeira, que é considerada “adulterada”. Na delegacia paulista, Marco Roberto deu a versão de que a placa foi fixada na prefeitura.
O pastor falou, porém, que não pôs a placa, e alegou esquecimento por uso de remédios. Conforme o boletim de ocorrência, ele disse que a placa do legislativo “foi colocada em seu veículo” em “Taboão da Serra, no pátio da prefeitura”, “não sabendo dizer se [colocaram] por brincadeira ou maldade”. Ele acrescentou que “viu que tinham colocado, mas como está fazendo uso de remédios fortes, tanto para doenças físicas quanto psíquicas, acabou esquecendo de retirá-la”.
O chefe de gabinete declarou ainda que “não teve intenção de fraudar, enganar ou obter qualquer tipo de vantagem indevida com o fato, pois seu carro encontra-se devidamente licenciado”. No entanto, aos PMs ao ser abordado, contou que a placa original do carro tinha sido retirada por ele mesmo e estava guardada na cabine. Que usava a outra placa por ser secretário municipal de Taboão, mas que a obteve na Prefeitura de Embu, apesar da inscrição “Poder Legislativo”.
Marco Roberto chegou a dizer aos policiais rodoviários que ele próprio providenciou o emplacamento. Ele, que voltava de viagem de sítio que possui em Bandeira do Sul, em Minas, conforme relatou, com familiares no carro, alegou ainda que na capital de São Paulo seria comum o uso da placa preta para “desfrutar de livre circulação”. Ou seja, ele deu declarações bem diferentes das que tinha feito antes, aos policiais. Na delegacia, ele já depôs com o advogado presente.
Sobre a “nova” versão de Marco Roberto, um assessor próximo ao prefeito Engnheiro Daniel reagiu com contundência. Ele falou a este portal sob condição de anonimato. “O cara falar no BO que foi no pátio da Prefeitura do Taboão que colocaram a placa é muita cara de pau. É um pilantra”, disparou. Indagado ainda se o chefe de gabinete deveria ser exonerado do governo, ele foi categórico em dizer sim. “Porque ele está doido. Segundo ele mesmo no BO”, declarou, irônico.
Moradores ouvidos pelo VERBO querem a demissão de Marco Roberto já. “Continua chefe de gabinete depois disso?”, criticou Darlene Alves, do Jardim Salete. Outros dois taboanenses se manifestaram, mas preferiram não se expor. “[O prefeito] Deveria afastá-lo, seria bom neste momento para ambos os lados”, disse munícipe do Jardim Maria Rosa, sobre o pastor e o governo. “A pessoa para representar o prefeito deve ter uma conduta séria”, advertiu morador do Intercap.
Nilton Esteves, ex-síndico do Condomínio Iolanda, com “50 anos de Taboão da Serra”, conforme as próprias palavras, enviou uma mensagem para este portal pelo WhatsApp diretamente ao chefe do Executivo. “Prefeito Daniel Bogalho, este livre-nomeado tem que ser demitido sumariamente da Prefeitura do Município de Taboão da Serra. Nossa cidade não merece isso, viver nas páginas policias da mídia”, escreveu ele ao compartilhar notícia de TV sobre o caso.
MORADOR DE TABOÃO DA SERRA HÁ 50 ANOS REJEITA EXPOSIÇÃO NAS ‘PÁGINAS POLICIAIS’ COM CASO MARCO ROBERTO

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