O prefeito Engenheiro Daniel (União Brasil) acompanha o caso do chefe de gabinete Marco Roberto da Silva por meio de um advogado, sem contato com o auxiliar e também sem dialogar com nenhuma autoridade, seja envolvida na ocorrência ou não. A informação foi apurada pelo VERBO junto a um integrante do governo muito próximo ao prefeito. Marco Roberto foi preso nesta quarta-feira (18) no interior de São Paulo por dirigir carro com placa adulterada.
A Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais deu sinal de parada para uma caminhonete Mitsubishi na rodovia MGC 268 em Poços de Caldas. O motorista não obedeceu e foi perseguido até ser abordado na rodovia SP 342 em Águas da Prata (SP). Era Marco Roberto, que disse ser assessor do prefeito de Taboão. Os PMs constataram, porém, que o carro não era oficial, que a placa com brasão de Embu das Artes e a inscrição “001 Poder Legislativo Presidente” era falsa.
Marco Roberto recebeu voz de prisão dos policiais rodoviários (três sargentos) e foi detido em flagrante por conduzir carro com placa (“sinal identificador de veículo automotor”) em desacordo com a legislação, de “confecção artesanal” – “adulterada”. O chefe de gabinete foi conduzido à delegacia da Polícia Civil de Águas da Prata, depois de passar por pronto-atendimento para avaliação médica. A caminhonete foi apreendida. Segundo a PM, o fato ocorreu às 10h.
De acordo com a fonte ouvida por este portal, em uma quarta-feira praticamente ainda de Carnaval o prefeito só teve conhecimento do ocorrido bem depois. Ele procurou reproduzir as palavras do chefe do Executivo. “Eu só fiquei sabendo à noite”, disse inicialmente Engenheiro Daniel, segundo o interlocutor. “Eu não tentei ligar no celular dele, porque imaginei que não daria. Mas eu falei com o advogado que está no caso. Parece que ele ficou detido mesmo”, continuou.
Passou a circular, porém, uma informação de que uma pessoa que se identificou como prefeito de Taboão ligou para um dos policiais da ocorrência e o ameaçou de processo por pertencer à PM de Minas e efetuar a prisão do chefe de gabinete ou a apreensão do carro no Estado de São Paulo. Outro relato que surgiu é o de que “o prefeito de Taboão tentou intimidar” os PMs e também o delegado do caso, inclusive ligou para ele, para relaxamento da prisão do auxiliar.
Mas, segundo o assessor, Engenheiro Daniel não teve qualquer interferência no caso, nem em relação à prisão do chefe de gabinete, portanto, as afirmações são falsas. “Eu não sei de onde partiu isso, mas é uma tremenda mentira. Eu nunca nem liguei. Fora o advogado para saber como estava o caso, eu não liguei para ninguém. Eu precisava saber quem postou isso para processar e fazer tirar do ar”, falou Engenheiro Daniel, contrariado, conforme narrou ainda a fonte.
Marco Roberto integra o grupo político do ex-prefeito de Embu Ney Santos. Na prefeitura, Ney o teve como chefe-de-gabinete, mas ao encerrar o mandato o indicou para Taboão por ser desafeto do atual prefeito de Embu, Hugo Prado (Republicanos). Marco Roberto foi levado da delegacia de Águas da Prata para a Cadeia Pública de São João da Boa Vista (SP). Mas ele já foi solto, depois de passar por audiência de custódia – o pastor deixou a cadeia perto do meio-dia.





