O município de Embu das Artes faz nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, 67 anos. O lugar que deveria ser reconhecido pela vocação cultural e outras virtudes passou a carregar mais uma marca desalentadora – além de serviços precários por má gestão do grupo político que governa os embuenses há nove anos, principalmente na saúde, com casos de corrupção e até não pagamento de profissionais. Embu está entre as cidades com maior índice de roubos no Estado de São Paulo.
Conforme dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública, Embu registrou no ano passado 1.422 roubos, só o tipo “comum”, contra pessoas. A incidência até diminuiu, em 8,5%, segundo dados oficiais – em 2024 foram 1.555. No entanto, só as ocorrências flagradas por câmeras de vigilância e divulgadas na internet por semana já impressionam. Apenas nos últimos seis dias foram ao menos três. A totalização de casos representa quase quatro roubos por dia (3,89).
Agora, a realidade alarmante da “Terra das Artes” pode ser medida. Segundo a própria pasta estadual, Embu é a cidade com o terceiro maior índice de roubos por 100 mil habitantes, aferição que considera a outra modalidade do delito, a subtração de cargas. Com 1.508 ocorrências (1.422 contra pessoas e 86 de cargas), o município de 250,6 mil habitantes (IBGE) registrou taxa de 601,54 roubos, a quarta mais alta entre as cidades paulistas com mais de 50 mil moradores.
Sem considerar a cidade de São Paulo (com área mais de 20 vezes maior), Embu é a “top 3” no ranking de maior prevalência de roubos no território paulista em 2025 – tem situação melhor apenas em relação à também localidade da região Itapecerica da Serra (727,97) e Santo André, no ABC (695,80), fora a capital (858,88). O município ostenta taxa do delito que representa quase 70% a mais (1,66) da média estadual, que ficou em 361 casos por 100 mil habitantes.
Pela análise das cidades com 50 mil pessoas ou mais, Embu está na terceira pior posição entre 137 municípios paulistas. No município os roubos “comuns”, os assaltos a moradores, significam 94% dos casos. A segurança é dever do governo estadual, que oferta a Embu efetivo policial baixo. Já a gestão Hugo Prado (Republicanos), com a Guarda Civil Municipal, poderia ter maior atuação na área. Cerca de dez GCMs são empregados para serem seguranças de ex-prefeito – Ney Santos.
CIDADES COM AS MAIORES TAXAS DE ROUBO EM SÃO PAULO
(registro – que inclui subtração de cargas – por 100 mil habitantes em municípios com mais de 50 mil pessoas)
1ª) São Paulo – 858,88
2ª) Itapecerica da Serra – 727,97
3ª) Santo André – 695,80
4ª) Embu das Artes – 601,54
5ª) São Vicente – 592,58





