Um saruê, animal silvestre também conhecido como gambá-de-orelha-preta, foi atropelado em via pública no Parque Monte Alegre, em Taboão da Serra. No entanto, um morador que passava pelo local conseguiu avistar o bicho, socorreu e o levou à prefeitura para ter cuidados adequados. O mamífero é considerado um guardião do equilíbrio ambiental, por se alimentar de insetos, escorpiões, cobras e pequenos roedores, em contribuição no controle de pragas urbanas.
O episódio aconteceu no mês passado, em 14 de dezembro, domingo. O homem viu o saruê, de médio porte, na rua São José na altura dos fundos do Viveiro Municipal. Era fim de noite, por volta das 22h30. O animal teria sido atropelado por um carro pouco tempo antes, já que foi encontrado ainda no meio da pista. Apesar de ser um bairro residencial e do horário, outros veículos passaram pelo local e poderiam ter atingido o bicho, que estava imóvel, de forma fatal.
O homem diz que chegou a acenar a motoristas, em alta velocidade, para desviarem do saruê atropelado na rua. Depois, ele pegou o animal com as mãos, envoltas em jornal, e o pôs na calçada, com vegetação, diante do local de onde o bicho teria saído, um terreno com muitas árvores. O saruê estaria cruzando a via, em direção ao viveiro, quando foi atingido. Ele teve a cauda machucada, em carne viva. “Eu acho que pegou mais ou só o rabo”, conta o morador.
Após pedir ajuda a um conhecido e até a um vereador, sem sucesso, o homem, já na madrugada de segunda (15), colocou o saruê no próprio carro e foi ao viveiro, onde um funcionário orientou a ir até a Usina, na prefeitura. “Levei. Lá, o porteiro, chamado Hamilton, muito compreensivo, aceitou receber o animal. Ele disse que logo pela manhã ia avisar o setor responsável para recolher o bicho”, conta. A Secretaria de Meio Ambiente providenciou cuidados especializados.
“Fizemos o atendimento inicial e o encaminhamos ao Cetas [Centro de Triagem de Animais Silvestres], para tratar a lesão na cauda. Ele terá reabilitação para voltar à natureza”, disse o secretário Bruno Almeida ao VERBO. “Que bom que ele sobreviveu”, fala o morador, que não quis ter o nome revelado. “O que importa é o socorro”, diz. Ele pediu à secretaria que a região onde o saruê foi atropelado tenha placa de alerta aos motoristas sobre a travessia de animais silvestres.
> Colaborou a Redação





