Justiça decide se réus do atentado armado contra Aprígio vão a júri popular nesta quarta-feira (12)

MP acusa 3 executores e 2 contratantes; ex-prefeito consta como vítima no processo e será ouvido na audiência como testemunha - ele diz que não sabia do ataque 'fake'

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Carro em que Aprígio estava alvejado de fuzil, e o então prefeito no hospital, em 'erro' no crime 'fake'; Justiça decide se 3 executores e 2 contratantes vão a júri popular | Divulgação

A Justiça realiza na tarde desta quarta-feira (12) a audiência que vai definir se os cinco réus acusados de envolvimento no ataque a tiros contra o ex-prefeito de Taboão da Serra Aprígio (Podemos) vão a júri popular. O caso ocorreu em 18 de outubro de 2024, quando Aprígio governava a cidade e tentava a reeleição – a nove dias do segundo turno. O então chefe do Executivo foi ferido no ombro, mas a Polícia Civil e o Ministério Público concluíram que o atentado foi armado.

A audiência vai acontecer no Fórum de Taboão, no Parque Pinheiros, a partir das 13h. O promotor de Justiça Juliano Atoji acusa Gilmar de Jesus Santos, Odair Júnior de Santana e Jefferson Ferreira de Souza de participarem da execução do ataque – segundo as investigações, os dois primeiros estavam no carro de onde partiram os tiros contra o veículo ocupado por Aprígio e o terceiro ajudou na fuga da dupla. Gilmar foi preso. A polícia ainda procura por Odair e Jefferson.

O MP também denuncia que os atiradores foram contratados por Anderson da Silva Moura, apelidado de Gordão, que foi preso, e Clóvis Reis de Oliveira, que segue foragido. A Delegacia Seccional de Taboão, ainda sob chefia do delegado Helio Bressan, e a Promotoria apontam que o atentado foi forjado para gerar comoção e levar Aprígio a reverter o resultado do primeiro turno da eleição à prefeitura – 34 mil votos (25,9% x 48,9%) atrás de Engenheiro Daniel (União Brasil).

Gilmar fez acordo de delação premiada. O executor diz que ele, Odair, Anderson e Clóvis dividiriam R$ 500 mil oferecidos pelo grupo político de Aprígio para o atentado que deu “errado”. Os executores são denunciados por quatro tentativas de homicídio, adulteração de veículo e incêndio; os contratantes, pelas tentativas de assassinato; e os cinco, por associação criminosa – no carro estavam o motorista, o então secretário de Segurança e um videomaker, além de Aprígio.

Além dos cinco réus, o MP aponta três então secretários municipais de Aprígio, entre eles um irmão dele, como suspeitos de serem mentores da armação. O preso Anderson nega participação. Gilmar confessou ainda que atirou contra o carro onde estava Aprígio com um fuzil comprado, segundo ele, com “dinheiro cedido pelo prefeito”. Contudo, Aprígio aparece como vítima no processo e será ouvido na audiência como testemunha – ele afirma que não sabia da trama.

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