Vereadores da oposição e da base de Hugo Prado (Republicanos) tiveram novo embate na sessão na última quarta-feira (29), sobre programa do Governo Federal de oficinas ortopédicas em municípios para produção de prótese e calçados especiais e manutenção de cadeiras de rodas para pessoas com deficiência. Abidan Henrique (PSB) disse que Embu das Artes não foi atendido com a ação por “incompetência” de Hugo. Léo Novais (PL) o chamou de “mentiroso”.
Abidan disse que, a seu pedido, Embu foi contemplado pelo Ministério da Saúde com a oficina. “Estava no trâmite para receber R$ 1.600.000 para ajudar todas as crianças com deficiência, quem precisa de uma prótese. Por pura incompetência do nosso prefeito, por não enviar a documentação necessária na semana passada, saiu no ‘Diário Oficial da União’ que Embu foi desabilitada. Embu perdeu essa política pública por incompetência dele, da Secretaria de Saúde”, disparou.
Ele aproveitou para criticar a situação da saúde em Embu, que definiu como “descaso do prefeito”. “É triste ver. Porque a gente conversa com as mães, com as crianças com deficiência, elas estão sentindo na pele o descaso do prefeito. A saúde já está um caos, médico não recebe [salário], você não tem profissional, não tem médico no posto de saúde e, por incompetência do prefeito e da sua equipe, Embu está perdendo dinheiro do Governo Federal”, completou Abidan.
Léo Novais, da “tropa de choque” do Executivo, defendeu Hugo, ao dizer que, segundo ele, não há necessidade de adesão por parte da prefeitura a todos os programas do Governo Federal e que a oficina ortopédica demandaria custos aos cofres municipais. “Aconteceu de novo, vereador Abidan Henrique mentindo”, disse, ao pedir para ser filmado com cartaz escrito “Mentira”. Ele avisou que Abidan poderia usar a imagem dele à vontade porque não se “considera feio”.
“Quando ele fala que o prefeito, que o município foi desabilitado do programa, é mentira. O município abriu mão do programa porque o custeio era muito alto. […] Além de ter contrapartida, tem custeio. Ao nosso prefeito Hugo Prado, mais uma vez: parabéns, pela responsabilidade, pela coerência de fazer gestão pública com ‘P’ maiúsculo”, declarou Léo Novais. Ele não disse, porém, qual o valor da contrapartida e do custeio que justificaram a recusa da oficina.
Léo voltou à tribuna, mas de novo não informou os custos. Ele teria exposto a má gestão financeira sob Hugo. “Houve, sim, contrapartida que era alta e o governo não conseguia atender naquele momento”, disse. Marcão do Povo (Avante) foi na mesma linha, ao admitir que a saúde de Embu “não está bem” e desdenhar do “R$ 1 milhão” federal. “Neste momento, a prefeitura não tem capacidade de entrar com a contrapartida. Parabenizo a decisão do nosso ilustre prefeito”, falou.
PROJETOS APROVADOS
Três projetos de lei foram aprovados: o que proíbe a cobrança por parte de guardadores de carros não credenciados, de autoria de Abel Arantes (SD); o que obriga a doação de alimentos arrecadados em eventos públicos à prefeitura, e o que inclui no calendário oficial do município a “Festa do Cavalo”, de Lucio Costa (Republicanos). Gustavo do Rancho (PSD) teve aprovada concessão do título de “Cidadão Embuense” a João Kennedy Miranda e a Celso Vasconcelos.





