PF realiza operação contra fraudes em livros didáticos em imóveis de Ely Santos, Natinha e Dra. Bete

Ação contra suspeitos de superfaturar contratos de itens escolares a prefeituras fez buscas em endereços da deputada, do vereador e da vice-prefeita de Embu das Artes

Especial para o VERBO ONLINE

Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão em imobiliária do vereador Natinha e da esposa, Dra. Bete, vice-prefeita de Embu; escritório de Ely também foi alvo | Divulgação

A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira (29) 15 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e em Salvador (BA) em uma investigação sobre fraude na venda de livros didáticos para prefeituras. A “Operação Legere” mira um grupo suspeito de superfaturar contratos de fornecimento de materiais para escolas da rede pública. A apuração aponta que o esquema acontece em várias gestões municipais paulistas, com destaque para Embu das Artes.

A PF identificou que o grupo emitiu notas fiscais falsas, direcionou licitações e desviou recursos públicos obtidos por meio de contratos. Segundo a apuração, os investigados se associaram para vender produtos editoriais, como livros e kits didáticos, para órgãos públicos com superfaturamento, através de distribuidoras intermediárias – empresas de fachada. O esquema elevava o preço final dos materiais, com cobrança do dobro e até do triplo do valor real dos itens.

Em Embu, os agentes cumpriram mandados em um endereço onde fica o gabinete da deputada federal Ely Santos (Republicanos) – irmã do ex-prefeito Ney Santos – e em outro do vereador Nataniel da Silva Carvalho, o Natinha (Republicanos). As buscas também ocorreram em uma imobiliária pertencente a Natinha e à esposa, Elisabete Alves Carvalho, a Dra. Bete, ao lado de clínica dela, no Santo Eduardo, reduto eleitoral do casal. Dra. Bete (MDB) é a vice-prefeita de Embu.

A “Operação Legere” visa desarticular a quadrilha e interromper o contínuo esquema de licitações ilícitas em contratos de fornecimento de livros didáticos (ensinos fundamental e médio) para prefeituras – desvio de recurso para educação, que é federal, motivo de a PF atuar no caso -, além de falsificação de documentos. Os suspeitos poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e também organização criminosa, entre outros.

O vereador Abidan Henrique (PSB) alertou para a operação que mira Ely, Natinha e Dra. Bete. “Eles estão sendo acusados de fazer parte de um grupo de empresários que estavam vendendo livros para várias prefeituras às vezes duas, três vezes mais caros que o normal. Eu fico indignado e me dá nojo pensar que a vice-prefeita, um vereador e uma deputada federal podem estar envolvidos em literalmente roubo de livros que as nossas crianças estão usando em sala de aula”, disse.

OUTRO LADO
O VERBO não conseguiu contato com Ely Santos. Ao G1, via assessoria, ela declarou que “não é alvo da investigação e não possui qualquer envolvimento com os fatos mencionados”. “A operação teria ocorrido em endereço onde atuava um ex-assessor, que não integra mais o quadro de colaboradores do mandato. Todas as atividades do gabinete da deputada seguem estritamente dentro da legalidade e da transparência que sempre pautaram sua trajetória pública”, disse.

Ely acrescentou, ao site, que tem “total confiança na Justiça e está à disposição para prestar qualquer esclarecimento necessário, colaborando com as autoridades competentes para que todos os fatos sejam devidamente apurados”. Este portal procurou Natinha e Dra. Bete e os questionou sobre a operação, inclusive a presença da PF em endereços ligados a ambos. Nenhum dos dois respondeu. O governo Hugo Prado (Republicanos) também não se pronunciou.

comentários

  • Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa kkkk… acaba logo com a humildade algum Ser Superior, pois esse mundo como o conhecemos, não tem mais solução kkkkkk… o pior de tudo isso, é que o povo vota nesta turma, fazer o que, né!?

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