Bressan faz BO de calúnia contra professora de balé que ‘divulgou panfleto que o acusa de agressão’

Servidora municipal não quis dar entrevista para relatar o ocorrido, e companheiro dela, após não disponibilizar boletim de ocorrência, marcou conversa, mas desistiu

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Bressan na sessão na terça-feira (21), quando registrou boletim de ocorrência de calúnia contra servidora municipal, que, segundo ele, o acusou de agressão | Leandro Barreira/CTS

O vereador Wanderley Bressan (PDT) registrou na terça-feira (21) um boletim de ocorrência (eletrônico) de calúnia contra uma professora de balé da Escola Municipal de Artes de Taboão da Serra que o acusa de agressão. Ele relata que a servidora concursada com cargo de instrutora de atividade cultural e educativa “divulgou panfleto intitulado ‘Vereador mais votado ataca professora'” com “acusações falsas” contra ele após ter estado no equipamento, no último dia 14.

Bressan detalha no boletim que “a servidora municipal Carolina Rocha Guarnieri” – de 27 anos – afirma “que agi de forma agressiva durante visita institucional à Escola Municipal de Artes”, mas nega a acusação. “Ocorre que tal fato é inverídico”, declara, ao citar o coordenador do equipamento, uma outra servidora e duas assessoras dele como testemunhas do caso. “Solicito apuração e responsabilização pela falsa acusação”, diz ele à autoridade policial.

O vereador falou com o VERBO sobre o desentendimento. Ele contou que sempre na semana do Dia das Crianças visita a Escola de Artes para cumprimentar os alunos, e que depois de ter sido recebido pelo coordenador e pela recepcionista foi à sala de uma professora e falou “com as meninas e tiramos fotos”. Ao seguir para outra aula, “a professora Carol retira todos os seus alunos da sala e os leva para o banheiro para impedir que eu encontrasse com eles”, relatou.

Bressan disse que então foi ao encontro de outros alunos, mas na saída “encontramos a professora Carol retornando à sala”. Segundo ele, “na presença da coordenação, a professora, de forma ríspida e indiferente, não cumprimentou nenhuma das pessoas que estavam no local”. “Ainda assim, eu me dirigi educadamente à professora: ‘Bom dia, professora. Eu gostaria apenas de pedir um favor: que a senhora me tratasse com o mesmo respeito com que a trato'”, falou.

Bressan disse que a professora falou o seguinte: “Eu não estou entendendo. Você está me assediando? Você sabia que isso é assédio, vereador?” Ele acrescentou que preferiu não responder, foi até as crianças e as cumprimentou. “Elas vieram ao meu encontro, tiramos fotos, me despedi das crianças e da professora com a mesma educação quando a encontrei. Depois fui bombardeado por essas publicações nas redes sociais”, afirmou, sobre o panfleto.

Carolina é servidora municipal desde 9 de maio de 2018. “Passou no concurso que eu chamei enquanto secretário de Cultura, e durante os dois anos em que fui secretário nunca tivemos problemas. Tenho registros no WhatsApp da forma carinhosa e respeitosa como sempre nos tratamos”, disse Bressan. Segundo ele, o tratamento mudou após o então diretor da escola apoiar outro candidato e o tratar como adversário. “Infelizmente a Carol seguiu o mesmo caminho”, disse.

Para Bressan, a servidora também foi levada a mudar de comportamento em relação a ele. “Esse fato coincidiu com o início do relacionamento amoroso dela com um outro professor, Max, que não é da cidade e que tem um perfil apolítico, criticando todo e qualquer político da cidade. E que claramente exerce influência sobre a professora. A partir daí, a Carol, que antes mantinha uma relação amável comigo, começou a me tratar com hostilidade”, declarou.

Bressan reafirmou que não agrediu Carolina, nem verbalmente. “Nunca gritei com absolutamente ninguém. Infelizmente, estão transformando divergência política em ataque pessoal. Mas estou muito tranquilo”, disse ao citar ter feito o BO. Ele pediu à prefeitura que apure as acusações da professora e assegure a ela “oportunidade de apresentar provas que fundamentem suas alegações, uma vez que fui acusado de forma pública e direta”, disse, acerca do panfleto.

OUTRO LADO
Sobre o caso, o VERBO falou no domingo (19) com a mãe de Carolina, que pediu para contatar o “genro”, Max. Na segunda, Max disse que Carolina registrou boletim de ocorrência contra o vereador, mas que não ia fornecer “pelo WhatsApp”, só pessoalmente e no dia seguinte. Em novo contato, ele falou em “levar” o BO e que o repórter “sairia dessa conversa munido das informações”. Este portal esclareceu que o relato teria que ser da “vítima”, caso contrário precisaria do BO.

Depois, Max pôs a companheira para falar com este portal. Diante do pedido para ter uma entrevista gravada em vídeo, Carolina não aceitou, segundo ela, pela pessoa que acusa “ser uma figura tão pública, quanto o vereador, e também por eu ainda estar fazendo todo acompanhamento médico” – disse estar com síndrome do pânico. Ela se ateve ao primeiro motivo. “Qualquer coisa que eu faça vai acabar caindo na mão do vereador ou vai ser distorcido”, afirmou.

No dia seguinte, foi Max que respondeu ao contato e, apesar de ter marcado um horário para conversa, desistiu. “Vamos deixar assim. Foi muito traumático [o que aconteceu] e está muito difícil para ela”, alegou ele, 41 – Maxwell Santos Raimundo, também instrutor de atividade cultural e educativa da prefeitura. Procurado sobre a fala de Bressan de que influenciou a professora Carolina contra o vereador, Max não respondeu – ele compartilhou o panfleto na rede social.

BOLETIM DE OCORRÊNCIA REGISTRADO POR BRESSAN CONTRA PROFESSORA SERVIDORA MUNICIPAL


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