Os vereadores de Embu-Guaçu aprovaram na última sessão, no dia 2, projeto de lei do Executivo que concede um imóvel municipal à Caixa Econômica Federal para atendimento ao público no distrito de Cipó-Guaçu, onde a única agência do banco será fechada. A agência tinha previsão de fechamento na segunda-feira (6), mas o banco adiou a medida. Segundo a Câmara, a unidade só encerrará as atividades quando o local concedido pela prefeitura estiver pronto para uso.
A falta da Caixa no Cipó prejudicaria muitos moradores que precisam se dirigir ao banco para sacar benefícios do governo federal, como Bolsa Família e auxílio-gás, além do FGTS. No distrito onde não existe nenhuma outra instituição bancária, sem a agência a população teria que ir a uma unidade da Caixa mais próxima a 7 quilômetros de distância, no centro do município. O sinal de internet no Cipó também é precário, o que dificulta o acesso aos serviços do banco pelo celular.
A Caixa mandou uma unidade móvel ao Cipó. “Enquanto esta Casa verificava a viabilidade da cessão, a Caixa Econômica tinha mandado a carreta para fazer os atendimentos e esclarecimentos de dúvidas”, disse o vereador Carlos Tatto (PT), que requereu a votação em regime de urgência. Segundo ele, o banco alegou que fechará a agência por ser “deficitária” ao pagar aluguel caro no prédio atual, de R$ 60 mil/ mês. A Caixa deve arcar com a reforma e adaptações do novo local.
“A nossa briga é que a agência se mantenha, mesmo que tenha que mudar de local. A Caixa só fechará a agência após a liberação desse espaço, ou seja, após a concessão da prefeitura e reforma feita pela Caixa Econômica”, afirmou Tatto. A Caixa comunicou que “a agência atual permanecerá atendendo a população até a inauguração em novo endereço”. Segundo o Sindicato dos Bancários, a instituição informou que a unidade será fechada no fim do mês, no dia 31.
Ainda sobre o projeto de lei de cessão do imóvel (23/2025), Tatto propôs e teve aprovada uma emenda aditiva com o seguinte teor: “O direito real de uso será concedido pelo prazo de cinco anos, podendo ser prorrogado por igual período, desde que mantida a finalidade prevista”. Na discussão, ele manifestou insatisfação de que a unidade no espaço disponibilizado pelo município (ao lado do supermercado Ayumi) será um posto de atendimento, e não agência, como hoje.
OUTRAS PROPOSIÇÕES
A Câmara aprovou também projeto de lei que adota a “Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável/ONU” como diretriz de políticas para a cidade, de David Reis (MDB). Foi aprovado ainda PL de Clebinho Jogador (Podemos) que reduz de 40 para 15 dias o prazo para os vereadores pedirem adiantamento para “despesas de pequeno valor” (viagens oficiais), mas com emenda de limite de R$ 4,8 mil por parlamentar por ano, proposta por Joãozinho do Cavalo (União).
Os vereadores também fizeram críticas à Rumo Logística, responsável pelos trens que atravessam Embu-Guaçu para transportar cargas agrícolas e produtos da indústria siderúrgica. Eles protestaram que a construção de pontes e passarelas de responsabilidade da empresa ainda não foi iniciada. A passagem das composições pela cidade tem causado transtorno ao trânsito local e impactado de forma negativa os serviços de entrega e socorros realizados por ambulâncias.





