Associação Discipulus da Cruz acolhe e encaminha dependentes químicos a casas de recuperação

Entidade em Itapecerica conscientiza pessoas com vício do álcool e das drogas em triagem e as direciona para comunidades terapêuticas parceiras na região e em SP

Especial para o VERBO ONLINE

Pessoas ajudadas pela Associação Discipulus da Cruz, que encaminha dependentes químicos a casas de recuperação, e Euclides (detalhe), um dos fundadores | Divulgação

A Associação Discipulus da Cruz, de Itapecerica da Serra, ligada à Igreja Católica, presta auxílio a famílias que sofrem com dependentes químicos em casa e procuram orientação para lidar com adictos. Faz intermediação entre as pessoas que buscam ajuda e comunidades terapêuticas de recuperação com as quais tem parceria para realizar a internação – encaminha pacientes à casa Mãe que Acolhe, de Juquitiba, e à Fazenda Esperança, de Parelheiros (zona sul de SP).

A associação faz a triagem com acolhimento e abordagem de que a dependência química é um problema psicossomático. “A gente faz o trabalho de conscientização, que é o processo mais difícil, porque as famílias muitas vezes não conseguem entender que o dependente é um doente. Elas só conseguem ver a dor, o negativo, o exterior daquilo, ou seja, que a pessoa é acomodada, é preguiçosa e não quer nada com nada”, conta um dos fundadores da Discipulus, Euclides Dias.

“Quando, na verdade, é um doente que tem um problema psicológico e precisa de ajuda e tratamento”, explica Euclides. Após conversa com a família, a associação passa à próxima etapa, a da entrevista com o adicto, que precisa aceitar o apoio. “Nas comunidades terapêuticas, a internação tem que ser voluntária a partir do dependente. Se ele manifesta que não tem esse desejo, o que se pode fazer? Até porque nas comunidades ele pode ir embora a hora que quiser”, esclarece.

A internação dura de seis meses a um ano, tempo em que familiares são incentivados a ir a reuniões para saber mais sobre o tratamento do paciente. “Nós recomendamos que a família participe de uma pastoral da sobriedade ou de encontro do AA [Alcoólicos Anônimos] para entender o que está acontecendo com o interno lá e assim fortalecer e potencializar a recuperação”, diz Euclides. Segundo ele, as casas de acolhimento se mantêm com verbas públicas ou privadas.

“Nosso objetivo também é incentivar as empresas a ajudarem essas instituições. Se nós fizermos um trabalho de conscientização com empresários para ajudarem essas comunidades, teremos uma sociedade melhor”, observa Euclides. Já as famílias com dependente químico não podem querer “só um ‘band-aid’ para aquela cirurgia que precisa fazer”, segundo ele. “Todas as pessoas que nos procuram, a taxa de aceite, por todo o crivo que falei, é muito pequena”, adverte.

Fundada em 2020, a Discipulus da Cruz ainda não possui sede física, mas sonha em ter a própria casa para acolher os dependentes e ajudar as famílias. “A gente é um guia, um norte, uma direção, direcionando um caminho para que ela [pessoa com vício] encontre a sustentabilidade pessoal e consiga viver. É por isso que, graças a Deus, a maioria dos casos que a gente indicou tem êxito, tanto na Mãe que Acolhe quanto na Fazenda da Esperança”, afirma Euclides.

comentários

  • Que Deus os sustente nesse trabalho lindo! Sustentados pelos Espírito Santo o trabalho vai longe ❤️

  • >