Grupo dos 11 ‘empareda’ Hugo Prado e instala 3 CPIs de uma vez para investigar áreas sensíveis da gestão

CEIs vão apurar irregularidades ou deficiências nas secretárias de Finanças, Saúde e Serviços Urbanos de Embu; só 1 aliado do prefeito vai ocupar cargo nas comissões

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Presidente Abel conduz sorteio dos membros das CPIs de Finanças, Saúde e Serviços Urbanos, auxiliado por Léo Novais, que vai presidir comissão sobre gestão financeira | Embu News

A Câmara de Embu das Artes aprovou na sessão na quarta-feira (2) a criação de três CPIs ou CEIs (Comissões Especiais de Inquérito) para apurar supostas irregularidades no governo do prefeito Hugo Prado (Republicanos). As comissões vão investigar as gestões de finanças, saúde e serviços urbanos, com prazo de 60 dias, prorrogável por igual período. Os pedidos de criação tiveram aprovação legal com o voto de 11 dos 21 vereadores da Casa, em forte revés político para Hugo.

Os pedidos foram feitos pelo vereador Abidan Henrique (PSDB). Os nove vereadores governistas dissidentes, que travam queda de braço com Hugo, aprovaram, além do opositor Uriel Biazini (PT). Os 10 alinhados ao prefeito foram contra e saíram vencidos. Mas a derrota da base aliada se aprofundou graças a Aline Santos (MDB). Ela se ausentou do plenário na composição das CPIs e possibilitou que o grupo dos 11 assumisse a maioria dos cargos das comissões.

Os membros foram definidos por sorteio. Com a ausência de Aline, os favoráveis às investigações garantiram a presidência das três CPIs e a relatoria de duas. A CPI das Finanças terá como presidente Léo Novais (PL) e como relator, Diego Paixão (Podemos); a CPI da Saúde será presidida por Gideon Junior (PV), com Zé do Piscinão (PP) como relator; e a CPI de Serviços Urbanos terá como presidente Abidan e como relator, João Rabada (União), único da base do prefeito.

A CPI da Finanças vai investigar atrasos no pagamento de servidores municipais; não repasse integral de recursos do orçamento à Câmara; falta de cronograma para obrigações financeiras; e negativa de resposta a convocações da Câmara. A CPI da Saúde vai apurar falta de médicos e profissionais; falta de medicamentos essenciais; irregularidades em ordens de serviço; uso indevido de veículos e recursos públicos; e falta de resposta a requerimentos do Legislativo.

Já a CPI de Serviços Urbanos, que será comandada por um membro da oposição – Abidan -, vai investigar a deficiente zeladoria da cidade; falta de controle sobre materiais públicos; irregularidades na gestão da frota de veículos; negligência na limpeza do aterro sanitário; e também falta de resposta a convocações da Câmara. A pasta é chefiada por Renato Oliveira, homem-forte do governo Hugo e ex-vereador que fez vários desafetos entre então aliados do prefeito.

Dois vereadores foram impedidos de votar por conflito de interesse: Gilson Oliveira (Republicanos), por ter sido o presidente da Câmara em 2024, e Vanessa da Saúde (União), por ter vínculo direto com a área investigada na CPI da Saúde – ambos aliados de Hugo. A CPI das Finanças foi aprovada por 9 votos a 6, e a de Serviços Urbanos, por 9 votos favorávies e 8 contrários, com Gilson excluído da votação. A CPI da Saúde foi aprovada por 9 a 7, com Vanessa impedida de votar.

comentários

  • Pq será que alguns vereadores são contra a investigação de valores . Pq será ???? O povo embuense tem que aprender a votar !

  • Vereadores contrário a CPI . Pq será ???O que querem esconder?
    Se estão tudo limpo , pq votar contra . Deixem investigar . E descobrir o desvio de dinheiro público.

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