A Prefeitura de Taboão da Serra vai reformular o atendimento nas UBSs com a adequação do programa “Mais Médicos” para ampliar o programa “Estratégia de Saúde da Família” (antes chamado “Saúde da Família”) – composto por outros profissionais, não apenas o clínico – e voltar a receber recursos federais pelo serviço de atenção básica. Hoje, segundo a prefeitura, o programa, na adesão feita pelo governo anterior, faz o município perder repasses do Ministério da Saúde.
Um informe divulgado nesta quarta (12) por profissionais da Saúde de que a prefeitura teria pedido o descredenciamento de Taboão do “Mais Médicos” gerou, na definição de um servidor, um “alvoroço” na rede de atenção básica e entre moradores. Procurado pelo VERBO, o secretário Ailton Bogalho (Saúde) negou o ato. “Não pedimos o desligamento do “Mais Médicos, até porque entendemos que o programa ‘Saúde da Família’ é importante para o município”, disse.
Hoje, pelo “Mais Médicos”, Taboão tem 86 profissionais. Com o ajuste, 16 deixarão de atuar na cidade. Mas, segundo o secretário, o município terá compensação, ganhará em efetividade no atendimento, além de receber verba federal pela ação de saúde primária. “O ‘Mais Médicos’ veio para ser feito o ‘Saúde da Família’. Isso irá continuar, só estamos organizando as equipes. Só tínhamos 23 equipes de ‘Estratégia de Saúde da Família’ cadastradas e pedimos para cadastrar 63”, disse.
“O ‘Mais Médicos’ continua e vai funcionar. Hoje, não funciona. Eles estão dentro das UBSs e não estão fazendo o que o ‘Saúde da Família’ exige, fazer as visitas. O ‘Mais Médicos’ só fornece o médico, o ministério só manda o médico para o município compor suas equipes. Eles vieram para fazer ‘Estratégia da Família’, para isso. Médicos para atenção primária, já tínhamos, de 20 horas. No ‘Saúde de Família’, precisam fazer 40 horas, por isso pediram eles”, reforçou Ailton.
Apesar de garantir a permanência do ‘Mais Médicos’, Ailton critica o convênio feito pelo governo anterior – Aprígio (Podemos). “O programa tem duas modalidades. O que a gestão passada pediu foi para o município pagar tudo, a bolsa e o auxílio-moradia. Isso custa para nós mais de R$ 600 mil/mês. Como só temos 23 equipes, ficamos com déficit de mais de R$ 200 mil”, lamentou. “Mas vamos continuar do jeito que está, para mudar teria que desligar todos [os médicos].”
O essencial, segundo o secretário, é que com o ajuste o município terá o repasse federal. “Cadastrando as 63 equipes, mais cerca de 20 da atenção primária [da própria rede], vamos receber, em média, R$ 2 milhões por mês. Vamos ter equipes organizadas e voltar a receber recurso do ministério, que hoje está zerado por má gestão da antiga administração. Não haverá nenhum prejuízo nos atendimentos, até porque hoje os médicos precisam revezar salas para atender”, disse.
O prefeito Engenheiro Daniel (União), de Brasília, também falou com o VERBO, nesta quarta-feira (12). Ele comentou o informe que circulou e reforçou a necessidade do ajuste no convênio. “Informação errada. Não estamos pedindo descredenciamento. Aprígio aderiu ao programa de forma errada, solicitou médicos de forma em que a responsabilidade é de 100% do município em pagar cada profissional, e isso impacta diretamente no orçamento da cidade”, disse.
“Gastamos com pagamento, e o PAB, o recurso para atenção básica, vem zerado para nós, mês a mês não recebemos nada. Então, estamos pedindo o desligamento dos 86 médicos e já a inclusão de 70 do ‘Mais Médicos’, mas da forma correta. Tendo só o médico, não temos reembolso. Vamos ter médico e profissionais da enfermagem. E receber de PAB R$ 2,5 milhões/mês. Ou seja, a cidade terá o programa com mais qualidade e ainda receberá o recurso”, garantiu Daniel.
A cidade tá cheio de buracos mas via e esse prefeito de meia pataca não tapa os buracos
Mentira. Não existe pagamento 100% do município, existe copartipaçao de 50%, querem fazer a população ficarem contra, e sim a Atenção primária é feita da mesma forma com médicos PJ ou contratados. Querer rerirar os estrangeiros nada mais é que preconceito. Tem coisa ai.