A Câmara de Embu das Artes elege a mesa-diretora para 2025-2026 novamente nesta sexta-feira (10), a partir de 12h, após a Justiça anular a votação ocorrida na posse, no dia 1º. Os sete vereadores da base do governo Hugo Prado (Republicanos) dissidentes se uniram aos quatro da oposição e elegeram Abel Arantes (SDD) para presidente, contra a ordem do prefeito de escolher Vanessa da Saúde (União). Quatro dos 10 governistas alinhados a Hugo contestaram a eleição judicialmente.
No mandado de segurança, o quarteto – Alexandre Campos (Avante), Dedé, Betinho Souza (ambos Republicanos) e Vanessa – argumentou que Alexandre não teve o nome chamado para votar e Dedé e Betinho foram prejudicados ao votar com a retomada da sessão suspensa irregularmente na segunda votação da mesa (escrutínio). Na própria sessão, a Procuradoria da Câmara deu parecer pela invalidação da votação. Os reclamantes usaram os apontamentos da Procuradoria.
Na terça-feira (7), o Ministério Público se manifestou a favor da anulação. No mesmo dia, ao se dirigir à juíza do caso, a procuradora Leticia Albanesi recuou, defendeu a votação e requereu que, em caso de decisão favorável a nova eleição da mesa, “somente 4 vereadores impetrantes” que se sentiram prejudicados tivessem direito ao voto. “Nova votação por completo seria ‘revotação’ e geraria insegurança jurídica, além de ferir o direito daqueles que não reclamaram”, alegou.
Na quarta (8), a Justiça concedeu, porém, liminar para que a Câmara faça nova eleição da mesa com voto dos 21 vereadores sem exceção – não sendo necessário repetir apenas o rito da posse. “Defiro a tutela antecipada de urgência apenas e tão somente para determinar a suspensão dos efeitos da votação da Mesa Diretora, para que seja assegurada a participação de todos os vereadores na votação do segundo escrutínio”, decidiu a juíza Ana Sylvia Lorenzi Pereira.
Os dissidentes, com a oposição, tomaram conhecimento da decisão enquanto realizavam uma sessão extraordinária, a segunda no ano, para eleger os membros das comissões temáticas da Casa – os 10 pró-Hugo faltaram. O “G11” chegou a suspender os trabalhos após a ordem judicial proferida – oficialmente, justificou a pausa para definir nomes para uma comissão ainda em aberto. Ao voltar ao plenário, o grupo não citou a decisão e a necessidade de nova eleição da mesa.
Cerca de uma hora antes, durante entrevista que concederam, os dissidentes, com a oposição, demonstraram serenidade no caso de nova votação. “Seguiremos firmes e fortes da mesma forma. Se tiver nova eleição, não vejo problema algum, temos 11 votos e mais 2 ‘segredos’”, declarou Abel, ao se referir ao anúncio de que mais dois governistas vão abandonar Hugo e aderir ao grupo – sem citar quem. A revelação dos novos aliados inflama mais a eleição desta sexta.
Ao deixar a sessão, Abel falou com o VERBO e considerou positivo a Justiça se pronunciar sobre a contenda no Legislativo, na linha da ideia que vem defendendo, de que a Câmara deve ter autonomia para atuar. “Foi bom o Judiciário também ter se manifestado, é a independência da Justiça, os poderes são independentes”, disse. Ele mandou, porém, um recado ao governo, indicando que o grupo está coeso. “É bom eles não insistirem, que vão sofrer nova derrota”, disse.






Ney não aceita derrota só vive de ameaças vereadores tem que derrubar essa quadrilha Vanessa da saude e não tem capacidade de ser presidente da Câmara
Hugo e ney querem a Vanessa para ficar incobrindo as falcatroa igual Renato Oliveira fazia com ney