ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra
Aguardada com ansiedade por trazer o reajuste atrasado há cinco meses, a folha de pagamento dos profissionais de educação de Taboão da Serra veio com erros grotescos em maio. “Professores receberam menos que 10,16% de reposição da inflação. Outros não receberam o [reajuste] retroativo [a janeiro]. Salário não foi reajustado em cima do valor mencionado… tudo errado”, lamentou uma professora adjunta com 19 anos de prefeitura ao listar a bagunça.
O governo Aprígio (Podemos) jogou a culpa na empresa que processa a folha do funcionalismo. A terceirizada nega responsabilidade no ocorrido, pois “não tem acesso ou controle sobre os lançamentos dos dados da prefeitura”. Funcionários da Educação foram na terça-feira (31) à Câmara dos Vereadores reclamar. A desorganização ou a considerada falta de respeito com a categoria foi publicada pelo jornalista David da Silva, do “Bar & Lanches Taboão”.
A pasta de Educação de Taboão tem 2.710 funcionários. Segundo uma pessoa da Secretaria de Gestão de Pessoas, “não houve tempo de fazer os apontamentos, pois receberam a folha de pagamento somente agora [31 de maio]. Tem erros [nos holerites] para bastante gente”. Uma professora de educação básica 1 (aulas de 1º ao 5º ano) com 11 anos de casa informa que “ao todo recebi 23,41%. Mas pelo que entendi o percentual não foi o mesmo para todos”.
Com 13 anos na prefeitura, uma professora adjunta reclama que a prefeitura não lhe pagou os 33,24% de reajuste do piso salarial que já está acumulado desde janeiro. “Recebi apenas os 10% [10,16%] do dissídio. Inclusive já olhei o holerite e não está lá também”. Da mesma escola, uma assistente de desenvolvimento escolar se queixa que, “entre os outros absurdos em nossos holerites, adicional noturno só conta a partir das 22h. É revoltante demais”.
Na prefeitura de Taboão desde fevereiro de 2003, uma professora adjunta relata que “não pagaram para os professores adjuntos. Um absurdo. Tem colegas que receberam de reajuste 8% e não os 10,16%”. Perante cerca de 50 servidores do ensino que foram à Câmara protestar, o secretário adjunto de Governo, Claudemir Alves, alegou que “houve um erro da empresa Conam, que processa a folha de pagamento”, relata Márcio Cansian, do jornal “Atual”.
A Conam, via assessor de imprensa Marco Berringer, negou ter a culpa a ela atribuída. “A respeito do problema apontado, a Conam – Consultoria em Administração Municipal explica que é responsável somente pela cessão de uso do software, mas não tem acesso ou controle sobre os lançamentos dos dados da prefeitura. Não pode ser responsabilizada por esse problema”, disse. Segundo Claudemir, seria feita uma folha de pagamento complementar.





