ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra
O prefeito Aprígio (Podemos) concedeu uma entrevista coletiva no último 11 após ser cobrado pelo ex-prefeito Fernando Fernandes (PSDB) a retomar as obras que paralisou. Ele foi criticado ainda pelo antecessor por alterar a finalidade da unidade de saúde no Trianon ao transferir o Pronto-Socorro Infantil para o prédio que seria a UBS do bairro. Sobre a mudança, o secretário Eduardo Nóbrega (Manutenção) é que teve a “audácia” de rebater Fernando.
No vídeo que publicou dois dias antes, após Aprígio o acusar de não dar sugestão de ações na cidade, Fernando disse que a obra do Trianon foi idealizada para ser uma UBS e que transformar no PSI “é ruim para o sistema de saúde e toda a população”. “Quer fazer um pronto-socorro infantil? Faça! Mas não no lugar onde seria uma unidade básica de saúde. Porque a UBS, Aprígio, cuida de toda a população, inclusive das crianças e bebês. Erro grave!”, sentenciou.
Ao lado de Aprígio, Nóbrega respondeu a Fernando. “Ele deixa bem claro um ditado popular muito conhecido: faça o que eu falo, não faça o que eu faço. Ele disse que não pode fechar prédio para mudar o serviço para outro prédio. Mas não fechou o [antigo Pronto-Socorro] Akira Tada para levar para a UPA, do outro lado, dando o mesmo nome para tentar dizer para o povo desta região [do centro] que não estava tendo fechamento de equipamento?”, disse.
Fernando transformou o antigo Akira no atual Centro de Especialidades Médicas – sob justificativa de que o prédio era muito acanhado e com estrutura inadequada para um PS – em 16 de novembro de 2015. Já Nóbrega, então líder de Fernando na Câmara, posou sorridente para foto no descerramento da placa de inauguração do novo serviço, no espaço do PS desativado, ao lado do prefeito, conforme registrou o VERBO na ocasião – leia reportagem aqui.
Da base de Fernando, Nóbrega não reprovou a mudança do PS Akira – pelo contrário, até bateu palma -, mas agora, adversário, fez questão de lembrar e atacar. Parceiro de “ocasião” de Aprígio, ao ter apoiado o prefeito no segundo turno em 2020, ele sempre foi um aliado histórico do ex-prefeito e defendeu durante sete dos oito anos a gestão passada – só rompeu ao ser preterido por Fernando como candidato a prefeito do governo, por não ser “confiável”.