ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em São Paulo
Desde esta quarta-feira (9), a população do Estado de São Paulo – de todos os municípios paulistas – não está mais obrigada a usar máscara contra a covid-19 em áreas abertas. O governador João Doria (PSDB) baixou a decisão três meses depois de recuar da medida devido ao aumento de casos. Mas a proteção continua obrigatória no transporte público e em todos os ambientes fechados de acesso público, como salas de aula, comércios e escritórios.
Agora, o uso de máscara é opcional em locais como vias públicas, parques, ambientes escolares abertos, shows e eventos ao ar livre. Doria disse que a decisão se baseia na ciência e “fundamentalmente” no avanço da vacinação. “São Paulo é o Estado que mais vacina no Brasil. É um novo momento na vida e no trabalho. Depois de dois anos e dois meses de pandemia e de perdas, podemos tomar uma medida com esta importância e dimensão”, disse.
A obrigatoriedade da máscara durou 22 meses – valia desde 7 de maio de 2020. O Comitê Científico do Coronavírus de São Paulo considerou a redução de 76,7% nas novas internações e 56% dos óbitos por covid no último mês. O Estado também tem a maior cobertura vacinal do país, com mais de 101 milhões de doses aplicadas – está próximo da meta de 90% da população vacinável imunizada, conforme recomenda a OMS (Organização Mundial de Saúde).
“Nós estamos muito além da vacinação de muitos países. Nós temos hoje uma taxa de ocupação de leitos de UTI no Estado de 37,6%. Nos últimos 30 dias, nós tivemos queda de 54% no número de casos, as internações caíram 76% e o número de óbitos foi 56% menor”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn. “É com segurança que vamos continuar protegendo a vida, mas precisamos que as pessoas continuem se vacinando”, acrescentou.





