TABOÃO, 63 ANOS. Estamos vivendo ‘desastre’ na saúde com Aprígio, diz Buscarini

Especial para o VERBO ONLINE

Em entrevista, Buscarini diz que o número de equipamentos é praticamente o mesmo de quando governou e que a saúde hoje, sob Aprígio, é um desastre | 'O Grito'

ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra

Em entrevista à página “O Grito”, no mês passado, ao lembrar das realizações como prefeito de Taboão da Serra (1983-1988/1993-1996), o vice-prefeito José Vicente Buscarini (PSD) não deixou de alfinetar o prefeito Aprígio (Podemos) em relação à saúde, como em outras áreas, apesar de uma fala concisa. Ele disse que a saúde está um “desastre”. Buscarini foi enxotado do governo após Aprígio “inventar” que o vice tramava para ser tirado do cargo.

“Todos sabem que eu o prefeito Armando Andrade [1940-2013] tivemos embates políticos muito quentes, ficamos dez anos, cada um, administrando [Taboão], e quem ganhou com isso foi a cidade. Porque cada um queria fazer o melhor. […] O Armando, no segundo mandato, criou o Pronto-Socorro [do Antena]. Eu peguei na sequência e fiz a maternidade. Fizemos a Especialidades, o Centro Odontológico. É a estrutura que tem hoje!”, disse Buscarini.

Ele disse que entregou a prefeitura ao sucessor, Fernando Fernandes (PSDB), em 1997, com 11 unidades de saúde. “Hoje tem 13 ou 14. Algumas foram melhoradas, outras foram construídas e substituídas. Mas parou nas 13 unidades. Continua sendo a mesma maternidade, o mesmo Pronto-Socorro da Antena. Houve uma iniciativa boa, interessante do prefeito Evilásio [Farias], com a UPA e outros programas. Fez uma gestão competente”, disse o vice.

Em seguida, Buscarini fez avaliação negativa da gestão na área com Aprígio. “[Os prefeitos de Taboão] Tivemos problemas. Mas não o desastre que estamos tendo hoje. Hoje é lamentável a saúde na cidade”, disparou. Neste sábado (19), aniversário de Taboão, Aprígio transfere o Pronto-Socorro Infantil para o prédio que seria a UBS Trianon – na prática, inaugura um equipamento, mas fecha uma unidade que era aguardada por cerca de 8 mil moradores.

O atendimento poderia ainda ser ampliado com outros equipamentos idealizados pelo governo Fernando Fernandes (PSDB), mas Aprígio abandonou as obras da UBS Laguna e do Ser (serviço de reabilitação) e a reforma do Centro de Saúde da Mulher. Ele já é conhecido por ser o primeiro prefeito de Taboão a fechar uma UBS, a do Clementino, também para substituir por outro serviço, o PA Covid. Após pressão da população, reabriu cinco meses depois.

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